Política

Sartori crê em avanço na negociação entre estados e União

Governador e secretário da Fazenda participarão de reunião com Temer em Brasília

Sartori crê em avanço na negociação entre estados e União
Sartori crê em avanço na negociação entre estados e União Foto : Romério Cunha / Palácio do Planalto / Reprodução / CP
O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), e o secretário estadual da Fazenda Giovani Feltes (PMDB) já estão em Brasília para participar, nesta segunda-feira, de reuniões sobre a renegociação da dívida dos estados com a União. Em entrevista à Rádio Guaíba, Sartori disse que acredita em novo avanço para a resolução do tema. "Nós já tivemos uma reunião preliminar com os secretários da Fazenda na semana passada e hoje eu acredito que já avança bastante. Vinhamos conversando com o governo anterior e estamos fazendo aquilo que é possível. Algumas questões serão resolvidas e reavaliadas na reunião", informou Sartori. 

Aos ser questionado sobre um acordo que serviria ao Rio Grande do Sul, Sartori explicou que o que está sendo estudado é uma moratória de 12 meses, com pagamento de 100% da parcela nos primeiros seis meses e no período restante a quitação teria uma redução gradativa. "A prorrogação da dívida para 20 anos seria difícil para nós porque estamos impedidos de fazer qualquer financiamento. Isso nos colocaria quatro anos sem essa possibilidade. A proposta avança um pouco mais, mas não vamos brigar permanentemente por isso", destacou. 

O fato do Rio de Janeiro ter decretado estado de calamidade pública e da possibilidade de ajuda da União foram minimizadas por Sartori. "As questões foram colocadas de forma republicana e federalista entre todos os entes e nós achamos que o nosso caso é bem diferente do Rio de Janeiro. Só a não regulamentação da Lei Kandir nos retirou R$ 3,8 bilhões no passado. Temos de encarar essa situação de maneira igual para todos até porque existem estadaos sem dívida alguma", salientou.  

Sartori não quis garantir uma mudança imediata no comportamento do governo em relação ao pagamento do funcionalismo caso a renegociação da dívida com a União seja concluída positivamente. "Nós gostaríamos de fazer coisas melhores. Desde o começo da gestão, nós apresentamos a realidade financeira do Estado. Somos elogiados no País inteior porque estamos fazendo o dever de casa, mas eu pergunto: como vamos fazer se temos uma folha de pagamento com 55% de inativos?", questionou. "Você tem que ter calma e paciência para fazer isso com serenidade e construir um estado para a sociedade", acrescentou.