Política

Sartori decreta "estado de calamidade financeira" no Rio Grande do Sul

Decreto do governador autoriza medidas excepcionais

Sartori decreta "estado de calamidade financeira" no Rio Grande do Sul
Sartori decreta "estado de calamidade financeira" no Rio Grande do Sul Foto : Mauro Schaefer
* Com informações da AE

O governador José Ivo Sartori decretou "estado de calamidade financeira" no Rio Grande do Sul. O decreto, publicado nesta terça-feira no Diário Oficial do Estado, autoriza medidas excepcionais. 

• Confira o pacote de medidas anunciado por Sartori

O decreto diz também que "a queda estimada do Produto Interno Bruto (PIB), considerados os anos de 2015 e 2016, chegará a mais de 7%, com trágicas consequências para a arrecadação de tributos". Ainda segundo o texto, a decisão levou em conta a necessidade de ações, no curto prazo, para fazer frente à crise e garantir a continuidade da prestação de serviços públicos essenciais, notadamente nas áreas da segurança pública, da saúde e da educação.

A publicação define que secretários de estado e dirigentes máximos de órgãos e entidades da administração pública estadual, sob a coordenação da Secretaria da Casa Civil, ficam autorizados a adotar medidas excepcionais necessárias à racionalização de todos os serviços públicos, salvo aqueles considerados essenciais.

O decreto foi publicado um dia depois de o Piratini anunciar um pacote de medidas para combater a crise financeira do Estado. Segundo a Secretaria da Fazenda, a estimativa de ganho real dos projetos será de R$ 6,7 bilhões em quatro anos, com "um ganho no fluxo financeiro de R$ 2,6 bilhões".  

Entre as medidas divulgadas, estão a diminuição do número de secretarias para 17 com quatro fusões nas pastas. Também podem ser extintas nove fundações: Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), Fundação Cultural Piratini (FCP-TVE), Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), Fundação de Economia e Estatística (FEE), Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (FEPPS), Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (FIGTF), Fundação de Zoobotânica (FZB) e undação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regionalização Administrativa e dos Recursos Humanos (Metroplan). Com a extinção das fundações, o governo projeta demitir até 1,2 mil servidores, que hoje estão empregados nos órgãos que deixarão de existir