Política

Sartori descarta unir secretarias para reduzir gastos

Governador eleito quer que técnico assuma pasta da Segurança

Sartori descarta unir secretarias para reduzir gastos
Sartori descarta unir secretarias para reduzir gastos Foto : Samuel Maciel
Um dia após anunciar o nome de três secretários, o governador eleito do Estado, José Ivo Sartori, afirmou que não pensa em unir as pastas da Segurança com a da Justiça e a do Desenvolvimento Rural com a da Agricultura para conter gastos. "Não penso na união, porque são coisas distintas e envolvem atividades diferentes. Tudo dependerá do diálogo que estamos promovendo e do estudo do organograma que elaboramos, o que deve ser concluído até a semana que vem", disse em entrevista à Rádio Guaíba nesta sexta-feira.

Sartori comentou que a Justiça não está ligada somente à questão da Segurança, mas que representa a cidadania. "Ela envolve uma questão social muito grande e mostra a identidade da sociedade moderna. Se possível, vamos manter separadas, assim como a pasta da Agricultura, que lida com o agronegócio, a parte familiar e a pesca. Tudo dependerá das negociações, mas o que nós queremos é uma equipe sintonizada e integrada, praticando as políticas públicas necessárias ao Rio Grande", completou.

Ao comentar a escolha de Giovani Feltes à Secretaria da Fazenda, Sartori exaltou o currículo do agora colega de governo. "Sempre disse que queria ao meu lado pessoas que tivessem conhecimento político e técnico. Ele foi três vezes prefeito de Campo Bom e tem um grande trabalho como deputado estadual", explicou antes de dizer que busca alguém como o mesmo perfil para a Secretaria da Segurança. "Se possível, queremos ter um técnico na Segurança. Estamos no caminho de consulta. Esta é uma área que precisa ser regida com muita força, apesar dos poucos recursos. Queremos dinamismo e o entendimento de que esta questão precisa ser tratada de maneira educativa também", acrescentou.

Presença de Lupi e o convite a Vieira da Cunha


Para Sartori, a presença do presidente do PDT no Rio Grande do Sul, Carlos Lupi, nada tem a ver com o convite feito ao ex-candidato a governador Vieira da Cunha para assumir a Secretaria da Educação. "A declaração de que o PDT não abriria mão de secretarias é uma questão da vida interna do partido. Ele (Lupi) não veio fazer negociações conosco. Eu tive reuniões com o Vieira e com o Pompeo de Matos e o convite que fiz foi de responsabilidade e seriedade. O Vieira disputou o governo do Estado e é uma referência nacional do PDT. O nosso desejo é dar oportunidade a todos e fazer um trabalho integrado", finalizou.