Política

Sartori fala em luto, mas nega demora em chamar Força Nacional

Governador participou da abertura da Expointer, em Esteio

Sartori fala em luto, mas nega demora em chamar Força Nacional
Sartori fala em luto, mas nega demora em chamar Força Nacional Foto : Guilherme Testa
Em meio à cerimônia de abertura da 39ª edição da Expointer, em Esteio, o governador José Ivo Sartori iniciou pronunciamento, na manhã deste sábado, dizendo que o Rio Grande do Sul está de luto, em função do registro de uma sequência de crimes, em especial, o que vitimou a representante comercial Cristine Fagundes, na quinta-feira, na zona Norte de Porto Alegre. Sartori reconheceu que o Estado vive uma situação “difícil” e que, por isso, acionou a Força Nacional de Segurança. O governador avaliou, contudo, que não demorou em “absolutamente nada” para acionar esse socorro.

Pelo menos 120 agentes devem chegar neste domingo ao Rio Grande do Sul. O número, porém, pode subir a 150, reiterou o governador durante a coletiva de impressa, realizada na Expointer. Após o Palácio Piratini ter anunciado que a intenção era destinar os agentes à segurança de presídios, o governo mudou a estratégia. “Nós solicitamos que fosse para guarda externa dos presídios, mas pelo contingente existente, após ter tratado com Brigada Militar, decidimos não tirar toda a nossa tropa de choque. Portanto, eles (Força Nacional) vão atuar junto com os brigadianos, um a um”, explicou.

Sem prazo para Força Nacional

Sartori também não soube precisar o período em que a Força Nacional vai atuar em solo gaúcho. No entanto, frisou que o pedido representa uma primeira etapa de ações junto ao Ministério da Justiça. Na próxima segunda-feira, o titular da Pasta, Alexandre de Moraes, se reúne com o governador em Porto Alegre.

Além de ter acionado a Força Nacional, Sartori garantiu ter ido em busca de recursos junto ao governo federal para tentar amenizar a crise da segurança. Um dos pedidos foi o da construção de um presídio federal, sem prazo para sair do papel. O governador ainda agradeceu o serviço prestado pelo ex-secretário Wantuir Jacini e foi categórico ao dizer: “nós não criamos a violência que existe hoje no Rio Grande do Sul”.