Em meio à cerimônia de abertura da 39ª edição da Expointer, em Esteio, o governador José Ivo Sartori iniciou pronunciamento, na manhã deste sábado, dizendo que o Rio Grande do Sul está de luto, em função do registro de uma sequência de crimes, em especial, o que vitimou a representante comercial Cristine Fagundes, na quinta-feira, na zona Norte de Porto Alegre. Sartori reconheceu que o Estado vive uma situação “difícil” e que, por isso, acionou a Força Nacional de Segurança. O governador avaliou, contudo, que não demorou em “absolutamente nada” para acionar esse socorro.
Pelo menos 120 agentes devem chegar neste domingo ao Rio Grande do Sul. O número, porém, pode subir a 150, reiterou o governador durante a coletiva de impressa, realizada na Expointer. Após o Palácio Piratini ter anunciado que a intenção era destinar os agentes à segurança de presídios, o governo mudou a estratégia. “Nós solicitamos que fosse para guarda externa dos presídios, mas pelo contingente existente, após ter tratado com Brigada Militar, decidimos não tirar toda a nossa tropa de choque. Portanto, eles (Força Nacional) vão atuar junto com os brigadianos, um a um”, explicou.
Sem prazo para Força Nacional
Sartori também não soube precisar o período em que a Força Nacional vai atuar em solo gaúcho. No entanto, frisou que o pedido representa uma primeira etapa de ações junto ao Ministério da Justiça. Na próxima segunda-feira, o titular da Pasta, Alexandre de Moraes, se reúne com o governador em Porto Alegre.
Além de ter acionado a Força Nacional, Sartori garantiu ter ido em busca de recursos junto ao governo federal para tentar amenizar a crise da segurança. Um dos pedidos foi o da construção de um presídio federal, sem prazo para sair do papel. O governador ainda agradeceu o serviço prestado pelo ex-secretário Wantuir Jacini e foi categórico ao dizer: “nós não criamos a violência que existe hoje no Rio Grande do Sul”.
Sartori fala em luto, mas nega demora em chamar Força Nacional
Governador participou da abertura da Expointer, em Esteio