Política

Sartori pede calma na busca por apoio no segundo turno

Candidato do PMDB disse que aproximação entre coligações ocorrerá naturalmente

Candidato do PMDB foi o mais votado com 40,40% dos votos
Candidato do PMDB foi o mais votado com 40,40% dos votos Foto : Samuel Maciel
Após comemorar os resultados das urnas, o candidato ao Palácio Piratini José Ivo Sartori (PMDB), que obteve 40,40% dos votos válidos no primeiro turno das eleições, afirmou que pretende conversar com todos os candidatos a deputado estadual e federal e com todos os partidos para obter apoio no segundo turno, mas ressaltou que a decisão será coletiva. Sartori destacou que vai agir com calma neste momento. “É muito cedo. Às vezes pode parecer até provocação. Como se diz na gíria, pode parecer ser muito ‘fominha’ ”, explicou em entrevista à Rádio Guaíba nesta segunda-feira.

“Vamos procurar o mais rápido possível estabelecer todo o trabalho que deve ser feito para esta nova etapa das eleições”, disse Sartori. O candidato afirmou que a aproximação entre coligações ocorre naturalmente até pela história dos partidos. Sartori relatou, no entanto, que não conseguiu conversar ainda com os candidatos que não avançaram para o primeiro turno.

Sartori disse que já conversou com Beto Albuquerque, vice na chapa da candidata à Presidência Marina Silva (PSB), que apoiou a coligação “O Novo Caminho para o Rio Grande”. Como a coligação nacional não estará no segundo turno da corrida presidencial, Sartori vai acertar com Marina e Beto os apoios antes de buscar outras aproximações. “Nós precisamos acertar entre nós, entre os partidos que fazem parte da coligação”, explicou. “Espero que amanhã a gente já possa sair a campo para conversar com os outros dentro daqueles parâmetros que nós temos estabelecido com os partidos que fazem parte da nossa coligação”, detalhou.

Um dos prováveis temas de embate entre Sartori e Tarso Genro (PT), no segundo turno, serão as privatizações do governo Antônio Britto (1999 a 2002), do qual Sartori participou. O candidato do PMDB assegurou que não fará provocações. “Vamos fazer, à medida do possível, uma campanha limpa, propositiva. Não vamos olhar para trás, mas olhar para frente”, declarou. “Pessoalmente eu sempre assumi minhas responsabilidades”, disse.

“A situação que vive o Rio Grande do Sul vai precisar de muitas mãos”, afirmou Sartori. “Uma disputa eleitoral não deve ter  nunca o papel de dizer apenas quem está certo. Tem muita gente em política que acha que está sempre certo. Sou daqueles que quer argumentar e quem tiver argumentos bons e positivos pode me fazer mudar de ideia”, enfatizou. argumentos bons e positivos pode me fazer mudar de ideia”, enfatizou. “O que não pode haver é apelação, porque contra apelação, não há argumento”, ressaltou.

Sartori disse que o resultado das urnas teriam-no surpreendido se ele tivesse olhado apenas as pesquisas. “A gurizada fez um papel extraordinário nas redes sociais”, agradeceu. O candidato do PMDB sinalizou os rumos da sua gestão caso eleito. “O governo quando não pode ajudar não tem que atrapalhar”, declarou.

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