O governador José Ivo Sartori recebe, às 18h desta segunda-feira, no Gabinete do Palácio Piratini, os representantes dos poderes Judiciário e Legislativo, do Ministério Público, do Tribunal de Contas do Estado e da Defensoria Pública. O encontro vai tratar da realidade financeira do Rio Grande do Sul. Sartori deve atender à imprensa ao fim do encontro.
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Hoje, o secretário-chefe da Casa Civil garantiu que não há perspectiva de alteração de quadro financeiro no curto prazo e que o parcelamento dos salários dos servidores não é uma “estratégia de convencimento” para aumento de impostos ou privatizações. Márcio Biolchi ainda descartou, ao deixar um encontro com sindicalistas, a possibilidade de contingenciar o repasse de verbas aos outros poderes e instituições.
Na sexta-feira passada, foram depositados valores de até R$ 2.150 para o funcionalismo. Com isso, foi possível cumprir com o pagamento integral de 52,8% dos servidores, que recebem menos do que a linha de corte. A segunda parcela, de até R$ 1 mil, vem até o dia 13 de agosto — quando 71% dos servidores passarão a ter o salário integral recebido. Já quem ganha mais do que R$ 3.150 recebe a última parcela até 25 de agosto.
Os atrasos, porém, não atingem a todos no Executivo e existem casos de exceção. No secretariado, por exemplo, os comandantes das Pastas da Educação, Vieira da Cunha, e da Justiça, Cesar Faccioli, são promotores e recebem pelo orçamento do Ministério Público. Ainda no primeiro escalão, existem deputados estaduais e federais ocupando postos de secretário, e que podem optar pelo vencimento de Parlamentar, pago pelo orçamento da Assembleia Legislativa ou da Câmara Federal. É o caso de secretários do chamado núcleo duro do governo – Marcio Biolchi, da Casa Civil, e Giovani Feltes, da Fazenda.
Servidores de autarquias e institutos com autonomia financeira, por serem órgãos geradores de lucro para o Estado, como o Detran, o Irga e a Junta Comercial, também receberam os salários em dia, assim com os funcionários da Agergs. Em Fundações e outras instituições com regime de contrato celetista, os valores também foram pagos na íntegra, nesta segunda-feira. A folha desses servidores, de R$ 20 milhões, é considerada reduzida pela Fazenda.
Sartori reúne representantes de outros poderes e instituições para debater crise
Governador deve pedir a união de todos os setores para superar a instabilidade financeira do RS