Política

“Se Câmara aprovar redução da maioridade penal, o Senado colocará em pauta”, diz Alcolumbre

Presidente do Senado garante que proposta tramitará na casa se deputados deliberarem em novembro

Presidente do Senado garante que proposta tramitará na casa se deputados deliberarem em novembro
Presidente do Senado garante que proposta tramitará na casa se deputados deliberarem em novembro Foto : Carlos Moura / Agência Senado / Divulgação / CP

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta terça-feira que se a Câmara dos Deputados aprovar a redução da maioridade penal em novembro, o tema será pautado no plenário do Senado no dia seguinte.

"Se a Câmara dos Deputados deliberar na comissão especial o que está proposto para redução da maioridade penal na Proposta de Emenda Constitucional que será votada na Câmara agora em novembro, um dia depois que a Câmara votar, a PEC estará no plenário para senadores e senadoras decidirem se vão reduzir ou não a maioridade penal no Brasil", declarou durante sessão do Senado.

A discussão sobre o tema estava prevista para ocorrer dentro da PEC da Segurança. No entanto, o plenário aprovou, por 38 votos a 36 e uma abstenção, um requerimento para transformar em projetos autônomos as duas emendas que tratavam da redução da maioridade penal.

Na prática, a medida retira a discussão da PEC da Segurança e deixa a análise da maioridade penal para um momento posterior. Com isso, a oposição fica impedida de apresentar destaques sobre o tema durante a votação da PEC, uma vez que as emendas serão consideradas prejudicadas.

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A decisão foi criticada por partidos da oposição, que defendiam que as propostas fossem votadas dentro da própria PEC. PL, PP, Republicanos, PSDB e Podemos recomendaram voto contrário ao requerimento. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que está nos Estados Unidos, também votou contra, por meio do aplicativo.

As propostas de redução

O relator da PEC, Rogério Carvalho (PT-SE), apresentou relatório sugerindo que as duas emendas sobre o tema tramitassem separadamente.

Uma delas, apresentada pelo líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), propunha reduzir a maioridade penal para 16 anos de forma geral e para 14 anos em casos de crimes hediondos.

A outra, do senador Camilo Santana (PT-CE), previa a redução para 16 anos apenas em casos de crimes graves, mantendo a idade de 18 anos para os demais delitos.

A proposta de Camilo foi apresentada como uma alternativa à emenda da oposição. Durante as eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou apoio à iniciativa, contrariando a resistência de setores da esquerda à redução da maioridade penal.