Diante da crise institucional da política nacional, entidades da magistratura e do Ministério Público consideram que, se confirmadas, as informações divulgadas na imprensa envolvendo o presidente da República, Michel Temer, “comprometem e inviabilizam, definitivamente, do ponto de vista ético e institucional, a manutenção de um governo já amplamente rejeitado pela opinião pública”.
Ainda na manifestação, as entidades consideram a existência, com base nas informações divulgadas, de um “claro movimento destinado a obstruir as ações do Poder Judiciário e do Ministério Público”. E além disso que visavam a compra do silêncio de réu da Operação Lava Jato, coordenada pela Polícia Federal.
Diante deste panorama, as entidades representativas dizem esperar a rápida apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos. Além disso, pedem a suspensão dos debates como das reformas Trabalhista e Previdenciária, que, segundo eles, necessariamente demandam tranquilidade pública e normalidade institucional. “As autoridades constituídas devem zelar, sobretudo, pela preservação dos direitos de cidadania e do Estado Democrático de Direito. Para isto, a Magistratura e o Ministério Público seguirão vigilantes”, concluem.
A nota conta com a adesão da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP) e Coordenadora da Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (FRENTAS), Associação Nacional dos Magistrados da Justiça doTrabalho (ANAMATRA), Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), Associação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (AMPDFT), Associação Nacional do Ministério Público Militar (ANMPM), Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) e Associação dos Magistrados do Distrito Federal e Territórios (AMAGIS DF).
Se confirmadas, denúncias comprometem governo, dizem representantes de Magistratura e MP
Entidades pedem apuração rápida e suspensão de debates das reforma Trabalhista e Previdenciária