Política

“Se ele não sabe o que fazer, tem que sair”, dispara diretor-geral do Simpa contra Marchezan

Representantes do sindicato da categoria vão se reunir com o prefeito e pedir retirada de leis de projeto de austeridade

Representantes do sindicato da categoria vão se reunir com o prefeito e pedir retirada de leis de projeto de austeridade
Representantes do sindicato da categoria vão se reunir com o prefeito e pedir retirada de leis de projeto de austeridade Foto : Samuel Maciel / CP Memória
Após serem chamados pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior para contribuir com soluções para o enfrentamento da crise financeira de Porto Alegre, representantes do Sindicato dos Municipários da Capital (Simpa) demonstraram indignação. “Vamos dizer para o prefeito que se ele, que foi eleito para resolver os problemas da cidade, não sabe o que fazer, tem que sair do cargo”, afirmou Alberto Terres, diretor-geral do Simpa nesta quinta-feira.

A categoria também vai solicitar que Marchezan retire da Câmara de Vereadores dois projetos que fazem parte do pacote de medidas de austeridade enviados pelo líder do Executivo no final do mês passado: o que eleva o índice de contribuição previdenciária dos servidores ativos e inativos de 11% para 14% e o que prevê a extinção da reposição da inflação aos servidores, independente da negociação salarial. Para o sindicato, as medidas ferem a Constituição.

“Nosso entendimento é de que eles são inconstitucionais, um porque acaba com a recomposição da inflação e o outro, o do Previmpa, exige reajuste por um cálculo atuarial, ou seja, o conselho do regime previdenciário municipal precisa dizer se existe ou não déficit para que o gestor proponha um aumento na alíquota. O cálculo aponta que não existe necessidade de aumentar esse índice e esse projeto sequer passou pelo Conselho”, defendeu Torres.

Servidores relatam ameaças da prefeitura

Os servidores dizem ainda estar sofrendo ameaças constantes de Marchezan e que, historicamente, em Porto Alegre, o prefeito libera o ponto dos funcionários para participar de assembleias gerais de discussão do dissídio, o que não ocorreu nesta quinta. No encontro, os municipários definiram que vão cobrar do governo reajuste salarial pelo índice IPCA integral – de maio do ano passado a abril de 2017, reajuste do vale-alimentação, manutenção das rotinas das escolas aprovadas pelos Conselhos Escolares e reposição de perdas inflacionárias referentes ao parcelamento dos reajustes salariais nos anos de 2009, 2015 e 2016.

A reunião entre representantes do sindicato e o prefeito Nelson Marchezan Júnior está marcada para esta sexta-feira, às 14h. Os Municipários seguem em Estado de Greve, ou seja, podem paralisar as atividades a qualquer momento. Na próxima terça-feira, o Comando de Mobilização da categoria vai se reunir para definir as atividades de protesto e a data da próxima assembleia geral.