Busato também relatou que vai pedir ao governador Tarso Genro a permanência no cargo até o período máximo possível. "Já havia informado à Casa Civil que pretendia me desligar em novembro e só protelei em função do aguardo por anúncios positivos do governo federal que vão beneficiar a Secretaria. Tenho uma trajetória limpa na vida pública e nas relações com empresários, quero provar até o fim da investigação que não tenho nenhum envolvimento, com qualquer tipo de esquema", enfatizou.
O secretário comentou que ainda desconhece a data em que o governador vai promover a reforma do secretariado. Ele é um dos integrantes do primeiro escalão que pretendem concorrer, em outubro, a uma vaga de deputado federal.
Com a exoneração do secretário-adjunto Germano Dalla Valentina, outro problema criado pela Operação é a falta de substituto na pasta após a reforma do secretariado, já que a garantia do governador é de que o comando vai continuar com o PTB. "Sugeri interinamente, durante o período da sindicância, a indicação do auditor do TCE João Carlos de Almeida Santos. O governador é quem define e, por enquanto, o PTB não está preocupado em encontrar um adjunto, embora tenhamos vários nomes qualificados para me substituir", ponderou Busato.
O secretário da Casa Civil, Carlos Pestana, valorizou a decisão do secretário de exonerar dois diretores e o adjunto. "Eles são investigados e a polícia foi às casas desses agentes públicos fazer buscas e apreensões. Desse modo, o afastamento se justifica. Outro ponto importante é que a postura do secretário, de determinar os desligamentos, vem de encontro com as orientações do governador Tarso Genro, que já havia pedido o distanciamento de todos os supeitos", enfatizou Pestana.
Os secretários de Estado ainda adiantaram que os mecanismos de defesa para prevenir e evitar casos de corrupção serão revistos. Entre as metas está a ampliação das fiscalizações e a participação efetiva de outros agentes públicos. "Um exemplo muito citado foi o do telhado da Escola Oscar Pereira, na zona Sul. A diretora da instituição desconfiou de um trabalho mal feito e encaminhou denúncias. A partir de agora, todos os diretores de escola, por exemplo, terão uma participação ativa nas fiscalizações de obras nos locais de ensino, colaborando com a gestão da obra e com o governo", explicou Busato.