Política

Secretário de Infraestrutura e Logística do Estado prega existência de dois governos

Para Daniel Andrade, liderança deveria estar em dividida na recuperação financeira e na modernização da gestão pública

O secretário de Infraestrutura e Logística, Daniel Andrade, defendeu hoje, na abertura dos trabalhos do Fórum de Infraestrutura de Entidades de Engenharia, que o Rio Grande do Sul necessita de agendas de Estado que ultrapassem períodos de governo. Lembrou que a governadora Yeda Crusius, desde o primeiro dia de mandato, em 2007, pregou a existência de dois governos agindo simultaneamente. O primeiro, voltado para a recuperação financeira e o equilíbrio fiscal e, o outro, destinado a modernizar a gestão pública e preparar a infraestrutura para atender às exigências da sociedade. “O primeiro passo para o desenvolvimento da agenda de Estado foi o ajuste fiscal e, em consequência, o déficit zero, que é o nosso Plano Real”, enfatizou o secretário.

Andrade destacou que o equilíbrio fiscal gaúcho, da mesma forma como ocorreu com o Programa de Estabilização do Brasil - patrimônio incorporado à Nação brasileira -, é patrimônio da sociedade rio-grandense e está acima das divergências ideológicas. “No caso do Rio Grande do Sul, precisamos estabelecer outras duas decisivas agendas de Estado, incluindo a montagem de estrutura financeira capaz de gerar recursos próprios, não inflacionários e crescentes para bancar parte de investimentos públicos”, frisou.

O secretário assinalou, ainda, que o Programa Logístico do RS é o maior dos projetos estruturantes, composto por ações em todos os modais de transporte e o sistema de gasodutos da Sulgás. Andrade observou que esse projeto absorverá, nos próximos anos, investimentos públicos e privados de aproximadamente 5 bilhões de dólares. “Com isso, será possível reduzir o custo logístico para nível inferior ao da média brasileira, com reflexos decisivos no ritmo de crescimento”, disse.

Andrade destacou que a construção de agendas de Estado direcionadas ao setor de infraestrutura, como o programa Duplica RS 2, com a destinação de R$ 1 bilhão para a duplicação de 400 quilômetros de rodovias. Valor semelhante será destinado ao Duplica RS Copa. O secretário também disse que estão assegurados investimentos para a recuperação da malha rodoviária do Estado, na infraestrutura urbana da região Metropolitana e implantação de um novo aeroporto na Serra.

O secretário igualmente evidenciou as políticas governamentais que resultarão na triplicação da produção de carvão, na duplicação do distrito industrial de Guaíba, na recuperação financeira completa da CEEE, na construção da ERS-010 (Rodovia do Progresso) e na implantação de porto marítimo em São José do Norte. O presidente do Fórum e da Sociedade de Engenharia do RS, Cylon Rosa Neto, salientou que é preciso extinguir os gargalos de infraestrutura existentes no Estado.

“Somente desta forma será possível assegurar o desenvolvimento”, argumentou. Rosa Neto ressaltou que o Fórum foi criado em abril com o objetivo de implementar ações e projetos que visam a construção de políticas de Estado para o setor. “Vamos articular e promover estudos, diagnosticar problemas e apresentar sugestões para o desenvolvimento integrado e sustentável para a redução dos desequilíbrios”, disse.