Política

Sede da revista Veja é alvo de vandalismo em São Paulo

Manifestantes picharam e espalharam lixo em frente ao prédio da Editora Abril

Sede da revista Veja é alvo de vandalismo em São Paulo
Sede da revista Veja é alvo de vandalismo em São Paulo Foto : Marcos Bezerra / Futura Press / Folhapress / CP
A sede da Revista Veja, na zona oeste de São Paulo, foi vandalizada por aproximadamente 50 pessoas na noite desta sexta-feira. Em aparente sinal de protesto contra a reportagem de capa da publicação, sacos de lixo e de papel higiênico, além de edições antigas foram picadas e espalhadas em frente ao prédio da editora Abril, de acordo com o site da Folha de São Paulo.

Nessa sexta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu liminar que proíbe a editora Abril, responsável por publicar a revista Veja, de fazer propaganda em qualquer meio de comunicação da reportagem de capa segundo a qual a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam conhecimento do esquema de corrupção da Petrobras. A reportagem diz se basear em depoimento prestado na última terça pelo doleiro Alberto Youssef no processo de delação premiada a que ele se submete para ter direito à redução de pena.

O pedido para impedir a publicidade da matéria foi apresentado pela campanha de Dilma na tarde desta sexta-feira. A defesa da petista requereu ao tribunal que a revista se abstivesse fazer propaganda de sua capa, que tem, na opinião dos advogados de Dilma, conteúdo ofensivo à candidata à reeleição. Para a campanha petista, uma eventual publicidade do caso tem por objetivo único beneficiar a candidatura do tucano Aécio Neves.

Em sua defesa, a Editora Abril sustentou que as liberdades de comunicação e de atividade econômica são direitos previstos na Constituição. Esses direitos, disse a editora, "não podem ser sufocados por medidas de cunho censor sob a alegação de imaginária propaganda eleitoral". Para Abril, o que se pretende é "impedir a imprensa de divulgar assunto que a sociedade tem o direito de tomar conhecimento". "Não houve ilícito algum na matéria publicada na edição e tampouco nas propagandas de divulgação da revista, de modo que a representada (Editora Abril) agiu no seu estrito direito constitucional", afirmou. Em parecer, o procurador-geral Eleitoral, Rodrigo Janot, manifestou-se a favor da campanha da Dilma. Para Janot, diante da iminência da realização de uma propaganda eleitoral irregular, é necessário proibir a divulgação das publicidades sob pena de acarretar "prejuízo irreparável ao equilíbrio e (à) lisura do pleito".