Anteriormente, dirigentes de seis centrais sindicais (CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CGTB e NCST) estiveram com o governador Tarso Genro, no Palácio Piratini. De acordo com a categoria, é intenção do Executivo valorizar as faixas de vencimento, que hoje são as mais baixas dos estados do Sul do País.
Entretanto, o presidente da CUT-TS, Ceslo Woyciechowski, destacou que Tarso não chegou a dar aval à proposta, mas disse que vai analisar a proposição. No entanto, se mostrou aberto à negociação: "Abrimos a mesa de negociações, apresentamos proposta e estamos abertos para construir outra alternativa".
A proposta elaborada pelas centrais está baseada na média do PIB gaúcho e brasileiro dos últimos dois anos mais o INPC dois últimos 10 meses, acrescido de um valor para recuperar as perdas em relação ao mínimo nacional, que chegam a 26% desde 2001. O objetivo é alcançar essa recuperação em dois anos.
“Apresentamos nossa proposta de valorização do mínimo regional como instrumento de distribuição de renda”, disse Woiciechowkski. Ele salientou que está disposto a discutir outras alternativas com o governo. Um dos argumentos utilizados pelos sindicalistas é o crescimento da economia brasileira nos últimos anos. A data-base para o reajuste é o dia 1º de março.
Com o índice proposto pelas centrais, o mínimo, dividido em quatro faixas, passaria a ficar entre R$ 641,29 e R$ 697,44. Hoje os valores estão entre R$ 546,57 e R$ 594,42. “O piso regional é um instrumento de melhora da qualidade de vida e terá espaço para ser discutido na Casa e nas comissões temáticas”, disse Villaverde.