Política

Senado instala CPI da espionagem e pede proteção à jornalista

Comissão investigará denúncias de monitoramento do governo dos Estados Unidos

O Senado instalou nesta terça a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Espionagem para investigar denúncia de que o governo norte-americano teria monitorado milhões de emails e telefonemas no Brasil. Até a presidente Dilma Rousseff e assessores próximos teriam sido vítimas da ação. Na primeira reunião, a CPI aprovou requerimento solicitando proteção da Polícia Federal para o jornalista Glenn Greenwald e seu companheiro, David Miranda, que vivem no Brasil.

Greenwald falou à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) no início de agosto. Ele foi o responsável por expor programas secretos dos Estados Unidos com base em dados vazados pelo ex-técnico da Agência de Segurança Americana (NSA) Edward Snowden. Segundo o jornalista, documentos em análise, que podem ser divulgados a qualquer momento, trazem informações estratégicas sobre a política e o comércio do Brasil. Companheiro de Greenwald, David Miranda foi recentemente detido no Aeroporto de Heathrow, na Inglaterra. Ele teve telefone, computador, câmera e outros objetos pessoais apreendidos.

Também foi aprovado requerimento solicitando à Polícia Federal a disponibilização de assessores do órgão para auxiliar os trabalhos da CPI. A presidente da comissão, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), comunicou que os integrantes da CPI terão em breve reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Os Ministérios das Comunicações e da Defesa, além da Procuradoria-Geral da República e da Agência Brasileira de Inteligência, também serão contatados pela CPI.


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