Política

Serra e Dilma discordam sobre vazamento de dados

Receita identificou uma violação do sigilo fiscal de quatro pessoas ligadas ao PSDB

Os candidatos à Presidência da República pelo PSDB e PT, respectivamente José Serra e Dilma Rousseff, divergem sobre a opinião da Receita Federal, que classifica o vazamento de dados fiscais de contribuintes ligados aos tucanos divulgados hoje sem motivação política nem eleitoral. Serra chamou a alegação de "história da carochinha". "São fatos, não é uma opinião minha", disse Serra, após participar de palestra na sede do Clube de Aeronáutica, na Praça 15, no centro do Rio de Janeiro.

Já Dilma Rousseff disse não acreditar que os vazamentos de dados. "Pelo que eu li, tudo indica que é um grande esquema de corrupção", avaliou. "Parece que (o esquema) envolve 140 nomes, visivelmente sem caráter político." Ainda sobre o episódio, Dilma voltou a alegar que o uso político das quebras de sigilos fiscais, adotado pela oposição, é "tentativa de construir um factoide" e "uma tentativa um pouco desesperada" de seus adversários.

Vazamento

Hoje, a Receita informou ter identificado um suposto esquema de compra e venda de informações fiscais envolvendo a violação do sigilo fiscal de quatro pessoas ligadas ao PSDB. Porém, o secretário do órgão, Otacílio Cartaxo, e o corregedor-geral, Antônio Carlos Costa d''Ávila, descartaram qualquer interesse político por parte de duas servidoras da delegacia do fisco em Mauá, no ABC paulista, na quebra ilegal dos sigilos fiscais.

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