E nas discussões sobre o País, Serra estreou com críticas ao governo da adversária Dilma Rousseff (PT). Ele criticou a dificuldade em vigiar as fronteiras e o desafio de fazer o País crescer diante de um cenário marcado pela falta de infraestrutura e pela pesada carga tributária. O ex-governador classificou de "modesto" o desempenho da economia brasileira nos últimos oito anos e disse ainda que a administração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou um legado preocupante para o País.
Entre as "preocupações" citadas por Serra no artigo "Uma realidade pouco animadora", é destacada a alta carga tributária, o câmbio valorizado, o gargalo no setor de transportes e as carências em Saneamento, Saúde e Educação. "O novo governo promete que vai enfrentar os desafios, mas mostra falta de convicção e de rapidez, além de falta de prioridades, cujo símbolo maior é o trem-bala", disparou Serra.
Convicção
Para o tucano, os desafios só podem ser enfrentados com crescimento rápido e sustentado. "A falta de convicção apareceu na crise do sistema aeroportuário, onde depois de anos demonizando as privatizações o PT e a presidente Dilma concluíram que melhor mesmo é privatizar", disse. "E a falta de rapidez fica visível no atraso das providências para a Copa do Mundo. Assunto no qual em vez de resolver os problemas o governo prefere terceirizar responsabilidades", apontou. "Minha torcida, como a de todo brasileiro, é para que as coisas deem certo, ou o prejuízo será, como já tem sido, coletivo. Para tanto, é preciso que se tomem as providências adequadas. Não é o que está em curso ainda, infelizmente", finalizou.