Política

Servidor da Fepam é solto após prestar depoimento

Demais suspeitos de esquema de licenças ambientais foram ouvidos pela PF e voltaram ao Presídio Central

O servidor da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) que estava entre os 18 presos pela Operação Concutare, mas era o único a permanecer na carceragem da Polícia Federal (PF), foi solto no início da noite desta terça-feira. Delegados da PF ouviram os demais presos na superintendência em Porto Alegre. Ao fim dos questionamentos, eles foram encaminhados ao Presídio Central. A PF relatou que o servidor, acompanhado pelo advogado Lucas Kafer, mostrou-se bastante solícito.

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O advogado Lúcio de Constantino, que representa o servidor, informou que foram revogados os dois pedidos de prisão: o da prisão preventiva, na Justiça Federal, e o da prisão em flagrante, que aconteceu porque o servidor possuía armas em casa, na Justiça Estadual.

Na tarde desta terça-feira, a presidente da Fepam, Gabriele Gottlieb, pediu exoneração do cargo, por meio de uma carta direcionada ao Chefe da Casa Civil, Carlos Pestana. Ela tomou a decisão por se sentir incomodada com a investigação da Operação Concutare. A Procuradora Geral do Estado, Márcia de Sousa Gomes, assumiu o cargo temporariamente.

Prisões

Na segunda-feira, a Polícia Federal prendeu 18 pessoas temporariamente - a detenção dura cinco dias, podendo ser prorrogada por mais cinco. Foram presos seis empresários, seis despachantes e seis servidores públicos. Após cerca de dez meses de investigação, a PF identificou diversas quadrilhas que atuavam na aceleração da liberação de licenças ambientais no Estado. Uma rede de corrupção aliciava funcionários públicos para que requisitos legais fossem desconsiderados. Os setores de construção civil e mineração foram alguns dos segmentos beneficiados com as fraudes. A PF apreendeu R$ 468 mil, 44 mil dólares e 5.280 euros - o equivalente a mais de meio milhão de reais.

O superintendente da PF no Estado, Sandro Luciano Caron de Moraes, convocou peritos ambientais de todo o País para avaliar documentos e analisar supostos danos ambientais, especialmente em função da instalação de empreendimentos imobiliários em Porto Alegre e no Litoral Norte.






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