A 18ª fase da operação Lava Jato identificou o pagamento de propinas para um servidor do Ministério do Planejamento. Em coletiva nesta quinta-feira, o delegado da Polícia Federal (PF), Igor Romário de Paula, informou que o secretário de Recursos Humanos já faleceu. De acordo com a PF, os repasses, de R$ 30 mil mensais, foram destinados à viúva do servidor. Por orientação do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, a mulher teria aberto uma empresa de eventos de fachada - que jamais operou.
Os delegados da PF afirmaram que o esquema investigado na "Pixuleco II" reuniu empresas de consultoria, gráficas, companhias de investimentos e escritórios de advocacia, um deles fica na rua Vigário José Inácio, no Centro de Porto Alegre, onde foi cumprido um mandado de busca e apreensão. Um carro da PF chegou ao local por volta das 8h e saiu pouco depois das 10h.
Nessa etapa foi preso o ex-vereador do PT, Alexandre Romano, identificado como operador do esquema. Ele é suspeito de arrecadar valores relacionados a vantagens indevidas que superam R$ 50 milhões a partir de contratos de crédito consignado junto ao Ministério do Planejamento. Romano recebeu um grande percentual dos valores, mas graças à intervenção de Vaccari, Milton Pascovitch, preso anteriormente na Lava Jato, entrou no esquema e passou a receber parte do dinheiro arrecadado. "Identificamos pagamentos de outubro a novembro do ano passado", disse o delegado.
Servidor do Ministério do Planejamento recebia propina, diz PF
Mandado de busca e apreensão foi cumprido em escritório no Centro de Porto Alegre