Os servidores do Itamaraty devem começar nesta terça-feira, 1a primeira greve da sua história recente. Diplomatas, oficiais e assistentes de chancelaria decidiram na semana passada pela paralisação após enfrentar atrasos e pagamentos irregulares do auxílio-moradia para quem está no exterior.
Ainda é incerto o tamanho da adesão ao movimento. Apesar da consulta ter sido feita eletronicamente a todos os cerca de 3,4 mil servidores do Ministério das Relações Exteriores, a resposta foi pequena. Pouco mais de 300 funcionários responderam e 141 optaram pela greve - com 44 abstenções. A baixa resposta está sendo usada pela administração para tentar demonstrar que a maior parte dos servidores não acha "adequada" a paralisação neste momento e, em carta, avisou ao sindicato que serão descontados os dias de trabalho daqueles que aderirem à greve. O texto, assinado pelo secretário-geral do Itamaraty, embaixador Sérgio Danese, ressalta que em um momento de crise econômica o sindicato queira "paralisar um ministério que é a imagem primeira do Brasil no exterior e sempre contou com a abnegação e a dedicação de seus funcionários".
O movimento deve afetar especialmente os consulados no exterior, cujo serviço é basicamente tocado por assistentes e oficiais de chancelaria, mais afetados pelo atraso no auxílio-moradia.
O Itamaraty não tem registros de greves de seus funcionários pelo menos nos últimos 30 anos.
Servidores do Itamaraty devem iniciar greve a partir desta terça
Ainda é incerto o tamanho da adesão ao movimento