Política

Servidores do Ministério do Trabalho iniciam greve e exigem plano de carreira

Categoria pede melhorias nas condições de trabalho

Bolo comemora os 16 dias da greve dos servidores do Serpro
Bolo comemora os 16 dias da greve dos servidores do Serpro Foto :
O Ministério do Trabalho iniciou greve nesta quinta-feira, em resposta da categoria à suposta intransigência do governo federal em não implementar um plano específico de carreira já discutido na pasta e encaminhado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).

A categoria ainda exige melhorias nas condições de trabalho; 30 horas semanais, sem redução de salários, com dois turnos diários para ampliar o atendimento à população; política de treinamento e capacitação permanente; ampliação das vagas do órgão; paridade salarial entre ativos, aposentados e pensionistas; isonomia do auxílio-alimentação do Poder Executivo com o do Judiciário e retorno do regime de solidariedade nos descontos do plano de saúde.

Os funcionários grevistas intalaram uma banca em frente ao Ministério do Trabalho e estão pedindo para que a população volte para casa. Os trabalhadores que precisam encaminhar o seguro-desemprego, e aqueles que querem iniciar a carreira, são os principais prejudicados pela paralisação, já que a emissão da carteira de trabalho está suspensa. Além disso, ficam paradas as fiscalizações de irregularidades em empresas e negociações de dissídios.

Receita Federal
Já os servidores do Serviço Federal de Processamento de Dados, serviço ligado à Receita Federal, completam 16 dias de greve. Nesta manhã, os grevistas, que representam 36% dos trabalhadores do órgão no RS, fizeram apitaço em frente ao prédio, na avenida Antonio de Carvalho, e comeram um bolo de aniversário da paralisação.