Insatisfeitos com a indicação da presidente do PMDB Mulher, Fátima Pelaes, para chefiar a Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM), dezenas de integrantes de uma frente de trabalhadores das secretarias da Juventude, Igualdade Racial e Direitos Humanos protestaram nesta segunda-feira no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde está instalada a sede da secretaria.
Um dos motivos das críticas à indicação de Fátima é a inclusão do nome da ex-deputada entre os investigados na Operação Voucher, da Polícia Federal, em que é “acusada do desvio de recursos públicos que deveriam beneficiar o turismo no Amapá”. No protesto, a enfermeira Vanda organizou também uma instalação com diversas calcinhas com dizeres contrários ao governo do presidente interino Michel Temer e a favor da manutenção dos direitos conquistados nos últimos anos pelas mulheres.
Uma das organizadoras do ato, Liliam Huzioka, diz que a nomeação de Fátima Pelaes é “mais uma comprovação do desmonte” na área de políticas para as mulheres. “Fátima sempre demonstrou postura contrária a direitos historicamente reivindicados e conquistados pelas mulheres por meio do movimento feminista. Isso comprova aquilo que todos suspeitávamos: um governo ilegítimo e sem base como o de Temer acaba sempre fazendo indicações ilegítimas e sem base com os grupos que historicamente defendem as causas. Algo típico de um golpe”, disse Liliam à Agência Brasil.
A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria do Ministério da Justiça em busca de uma posição do governo sobre as críticas feitas pelos manifestantes contra o presidente interino, o ministro da Justiça e a ex-deputada Fátima Pelaes. No entanto, o retorno não foi dado à reportagem até o fechamento da reportagem.
Servidores protestam contra indicada para Secretaria de Políticas para Mulheres
Fátima Pelaes é acusada de desviar recursos públicos