Em meio a protestos contra a presidente Dilma Rousseff, a sessão do Plenário da Câmara dos Deputados teve que ser encerrada no inicio da noite desta quarta-feira. A sessão tratava da Medida Provisória 698/15, que viabiliza a concessão de garantia em operações de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida cujas prestações são parcialmente custeadas com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Deputados da oposição começaram uma manifestação com gritos de “renúncia, Dilma” após a publicação de áudio de conversa entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, no qual tratam da nomeação de Lula para a Casa Civil e de possíveis tentativas de influência em decisões de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O áudio da conversa desta quarta-feira foi liberado pelo juiz Sérgio Moro, que autorizou o grampo por parte da Polícia Federal. Moro comanda investigações da Operação Lava Jato em relação a Lula quanto sítio em Atibaia (SP).
Em discurso no Plenário, o deputado Betinho Gomes (PSDB-PE) criticou o teor do áudio. “Depois de um diálogo como esse, antirrepublicano, é impensável um governo permanecer no poder”, afirmou Gomes, antes de ler a transcrição do trecho divulgado.
O deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) ponderou que há diversas versões sobre a gravação e sugeriu que a Mesa da Câmara requisite a íntegra das interceptações. “Eu não vou repetir teor de gravação para não despertar debates em torno de um princípio da República [sigilo]. Se há essa tentativa de violação dos poderes, nós não podemos assumir uma postura passiva. Temos que requisitar a gravação”, disse Teixeira.
Sessão do Plenário é encerrada em meio a protestos contra Dilma
Deputados da oposição começaram uma manifestação após divulgação de ligação grampeada pela PF