A sessão chegou a ser interrompida pelo menos três vezes e a presidente da Casa, Sofia Cavedon (PT), pediu aos seguranças para tentarem acalmar a situação. Os grupos – a favor e contra Zacher – foram separados nos dois lados do plenário. Apenas alguns vereadores, entre eles Elias Vidal (PPS), Sebastião Melo (PMDB) e Pedro Ruas (PSol) conseguiram usar a palavra. Airto Ferronato foi interrompido devido aos protestos tanto de estudantes quanto de simpatizantes do PDT, que apoiam Zacher.
Um acordo feito em 2008 garante o rodízio da Mesa Diretora e das comissões entre os partidos com maior bancada. Pedro Ruas usou a palavra para criticar o rateio dos cargos. O partido foi o úncio, segundo Ruas, que não participou do acordo.
A maior parte dos manifestantes contrários à eleição de Zacher é formada por estudantes da PUCRS. Presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da universidade em 1997, o vereador é criticado por alunos de oposição à atual gestão do diretório acadêmico, que desde a década de 1990 seria ligada ao PDT.
Futuro presidente da Câmara teria usado Facebook durante sessão
Circula pela internet um vídeo em que o vereador Mauro Zacher (PDT) é flagrado usando o Facebook durante a sessão de 29 de agosto, quando a Mesa Diretora aumentou os salários dos parlamentares para R$ 14,8 mil. O pedestista, que é alvo de críticas por partidos como PSol e PT, deve ser escolhido nesta segunda-feira para a presidência da Câmara de Vereadores de Porto Alegre.
Sobre o vídeo, Zacher explicou: “Não era nenhuma sessão importante, talvez tenha sido em algum momento em que não tivéssemos ordem do dia. Têm sido importantes as redes sociais. Eu evito usar em plenário, mas deve ter sido em algum momento importante, respondendo o questionamento de algum eleitor. Mas não foi em nenhum momento de votação importante. Se alguém está falando isso está faltando com a verdade.”