Política

Sindiperícia protesta em frente ao Palácio Piratini

Entidade quer marcar audiência com o governo para tratar de aumento salarial

Categoria conta com 900 servidores, e considera que o ideal seria 1,7 mil
Categoria conta com 900 servidores, e considera que o ideal seria 1,7 mil Foto : Vinícius Roratto
O Sindiperícia realizou na manhã desta quinta-feira um ato em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre, para marcar uma audiência com a Casa Civil. A categoria – formada por auxiliares de perícia, fotógrafos criminalísticos, papiloscopistas e peritos – estava de jaleco na manifestação e aguardou o encontro de uma comissão com a secretária chefe da Casa Civil Adjunta, Mari Perusso, para marcar uma data, que havia solicitada no final de dezembro passado.

A presidente da entidade, Adriana Nunes Wolffenbüttel, explicou que a categoria, vinculada ao Instituto Geral de Perícias (IGP), reivindica a recuperação salarial imediata de 30% no vencimento básico, além de reposição anual de 15% até 2014. A falta de pessoal também preocupa o Sindiperícia, pois, segundo ela, os servidores têm se desligado do IGP devido à desmotivação com a atual situação salarial.

De acordo com a dirigente, a categoria reúne atualmente cerca de 900 servidores, quando o mínimo ideal seria de 1,7 mil. “Atendemos todo o Estado”, lembrou. Adriana citou como exemplo a interiorização do IGP, que tem sido prejudicada com a saída de servidores do órgão. Ela espera que o governo atenda as reivindicações.

Já os policiais civis participam nesta sexta-feira de uma audiência agendada pela Casa Civil com o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia (Ugeirm). Não está prevista paralisação de atividades, mas a categoria promete acompanhar a proposta a ser feita pelo governo. Haverá uma vigília em frente ao Palácio Piratini. No Interior, a mobilização será nas delegacias.

Conforme a Ugeirm, o governo negociou até o momento R$ 91 no vencimento básico dos agentes. Desse total, segundo a entidade, R$ 40 foram creditados em outubro de 2011 e a segunda parcela, de R$ 51, estará nos contracheques a partir de abril deste ano.

O presidente do sindicato, Isaac Ortiz, observou que o governo negociou calendário com os delegados, com o salário inicial de R$ 7 mil e chegando a R$ 17,5 mil até 2018, “totalizando quase 150% de reajuste”. Ele alertou que “o abismo entre o vencimento bruto inicial de um agente e de um delegado saltará dos atuais 311% para 720%”.

A categoria apresentou uma proposta de progressão continuada para a redução da diferença. “É viável nossa tabela, cabe no orçamento”, avaliou Isaac Ortiz, preocupado com o clima tenso nas delegacias. “Há uma ansiedade muito grande e o governo sabe disso. Teremos uma grave crise institucional. Estamos falando da base da Polícia Civil, que ganha mal e que, muitas vezes, trabalha em delegacias que nem delegado tem, fazem todo o serviço, cumprem plantões de sobreaviso por 30 dias num mês e nem hora-extra recebem. Os agentes precisam de salário condizente com suas responsabilidades”, frisa Ortiz. Segundo a entidade, existem 150 cidades gaúchas com apenas um ou dois agentes policiais lotados.

A Ugeirm tem indicativo de greve aprovado, já deliberado em plenárias regionais realizadas em Santa Maria e em Caxias do Sul entre novembro e dezembro do ano passado. Na semana passada, uma assembleia em Porto Alegre manteve o indicativo”, constatou o dirigente.

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