Política

Suspeitos de planejar ataque a Bolsonaro são liberados por falta de provas

Trio passou nove dias na cadeia após suposta ameaça ao presidente

Três suspeitos de participar da tentativa de ataque a uma igreja em Brazlândia, no Distrito Federal, foram soltos nesta quarta-feira, por falta de provas após passarem nove dias na cadeia. Eles também eram investigados por uma ameaça de atentado contra o presidente, Jair Bolsonaro, em um caso investigado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e pela Polícia Federal desde dezembro.

O juiz Fellipe Figueiredo de Carvalho, da 7ª Vara Criminal de Brasília, aceitou o pedido do Ministério Público para arquivar o processo. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, o arquivamento foi uma sugestão das próprias autoridades policiais, que continuam o trabalho de investigação em um inquérito separado.

A polícia havia detido dois homens e uma mulher na cidade de Alto Paraíso, em Goiás, no dia 1º de janeiro por suspeitar que eles haviam colocado um artefato explosivo em frente à igreja na madrugada de 25 de dezembro. O esquadrão antibombas da Polícia Militar foi acionado e ninguém ficou ferido.

Em uma audiência de custódia no mesmo dia da prisão, o juiz substituto André Gomes da Silva havia concedido prisão preventiva em flagrante contra os três suspeitos. Entre as provas que a polícia apresentou estava um manual de como fabricar bombas caseiras e tubos de vidro com substância não identificada, além de “rebites e bolas de gude”. “Há fundada suspeita de tratar-se de substância explosiva”, decidiu o juiz, sobre o conteúdo do vidro.

A reportagem apurou que os suspeitos alegaram que o líquido seria “medicina fitoterápica”, e que o manual em questão não pertenceria a nenhum deles. Na audiência, horas após a prisão, o juiz também levou em consideração uma informação da polícia de que as postagens, no mesmo site em que as ameaças a Bolsonaro foram publicadas, haviam cessado “subitamente”.