O objetivo do recuo é evitar transtornos à população e prejuízos com paralisações desnecessárias de obras, disse o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, após a primeira reunião de trabalho, hoje à tarde, com a presidente Dilma. Os dois trataram da crise nos Transportes e dos escândalos que envolvem o setor. "Iremos fazer gradualmente a liberação, sobretudo naquelas situações, seja em licitações ou aditivos, que tenham a ver com a garantia de segurança nas estradas, ou mesmo de contratações indispensáveis, em que não seja adequado nem razoável adiar", explicou.
Ele deu como exemplo os contratos de manutenção de rodovias. "Se eu eventualmente tenho um contrato que depende de aditivo para assegurar que aquela rodovia tenha alguma cobertura na sua manutenção, não há por que não autorizar o aditivo." A suspensão havia sido determinada na semana passada para um pente fino nos gastos excessivos do ministério, alvo de denúncias sobre um esquema de cobrança de propina, desvio de recursos e tráfico de influência atribuído ao PR, partido da base aliada que controla o setor.