Tabata nega traição e diz que PDT se comprometeu "a dar voz ao voto dos integrantes"
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Tabata nega traição e diz que PDT se comprometeu "a dar voz ao voto dos integrantes"

Deputada defendeu que foi acolhida junto com suas convicções e que “não fui eu quem traiu"

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Correio do Povo

Deputada defendeu que reformar o sistema pode trazer benefícios aos mais pobres

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A deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) negou nesta segunda-feira que tenha traído o partido ao votar a favor da reforma da Previdência e denunciou o “absurdo de carimbar minha expressão como ato de rebeldia, quando exerci o direito de manifestação da minha consciência”. “Não fui eu quem traiu. O manifesto do movimento Acredito, do qual sou cofundadora, fala explicitamente da construção de uma política que promova o diálogo e a busca por soluções efetivas, e da crença em práticas partidárias mais democráticas e transparentes. A carta assinada entre o Acredito e o PDT-SP destacava o compromisso de dar voz ao voto dos integrantes filiados e respeitar a identidade do movimento. Sei que tal documento não se sobrepõe às normas partidárias e não é disso que estou tratando”, afirmou, em sua coluna no jornal Folha de São Paulo.

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Ela defendeu que foi acolhida junto com suas convicções. “O documento assinado não vale nada? O que interessava ali era capturar uma candidata para preencher a cota dos 30% e, de quebra, conseguir uns 5.000 votos? Quem foi desleal e em que momento? O meu sim à previdência dialoga com a crença de que reformar nosso sistema pode trazer benefícios aos mais pobres, porque políticas públicas sociais precisam ser sustentáveis”, argumentou.

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Um dos nomes em ascensão da sigla e que atualmente integra a Comissão de Educação na Câmara, Tabata disse que “ousou, como parlamentar mulher e jovem, dizer sim a uma reforma da Previdência que havia mudado completamente desde sua apresentação”.  “A proposta do governo foi a única a ser debatida no PDT, ainda em março, mas, mesmo assim, entenderam que, com meu voto, desafiei o partido e suas lideranças. Na leitura deles, neguei minha trajetória de comprometimento com os mais pobres, pus o establisment trabalhista abaixo e deveria ter a dignidade de me retirar do partido”, rebatou, ressaltando que, sem o rombo previdenciário, cria-se espaço para investimentos urgentes em áreas como educação e segurança.