Política

Tarde de maior confronto entre manifestantes e BM na Assembleia

Policiais usaram bombas de gás para dispersar grupo na Praça da Matriz em várias oportunidades nesta quinta

Policiais e manifestantes entraram em confronto seis vezes nesta quinta
Policiais e manifestantes entraram em confronto seis vezes nesta quinta Foto : Alina Souza
*Com informações da repórter Bibiana Dihl

O clima segue tenso no quarto dia de votações na Assembleia Legislativa das matérias do pacote de medidas do governo do Estado. No lado de fora, manifestantes e policiais militares têm a tarde de maior confronto na semana.

Por volta das 17h40min desta quinta-feira, um pequeno grupo de manifestantes atirou pedras e materiais explosivos contra os policiais, o que deu início ao sexto confronto do dia. A Brigada Militar reagiu com bombas de gás para dispersar os manifestantes. Depois disso, pelo menos mais dois confrontos já ocorreram na Praça da Matriz.

Por conta da confusão, os policiais que estavam na parte interna do prédio da Assembleia foram para a Praça da Matriz para reforçar a segurança. Alguns manifestantes e um PM ficaram feridos.

Governo não tem votos para aprovar PECs das vendas da CEEE, Sulgás e CRM


Com o anúcio do PSB de que não vai votar a favor da proposta que retira da Constituição estadual a obrigatoriedade de plebiscito para as vendas da Sulgás, da CEEE e da CRM, o governo não tem os votos necessários para aprovação.

O governo precisa de 33 votos para aprovar uma PEC, em dois turnos. As bancadas de oposição (PT, PSol e PCdoB) somam 14 parlamentares. Rede e PPL, que vem se posicionando contra o pacote, possuem mais um voto cada, aumentando o número para 16. Na base aliada o PSB tem três deputados. E o PDT, que também prometeu fechar posição contra as duas PECs, outros sete, o que totaliza 26 votos contrários, sobrando 29 favoráveis. Mesmo que os pedetistas Gilmar Sossella e Vinícius Ribeiro continuem votando com o governo, as PECs não passariam, pois iriam obter, no máximo, 31 votos a favor.