O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou sua confiança de que a relação entre o Brasil e os Estados Unidos irá se normalizar. Em entrevista ao SBT, Lula declarou que "o povo americano e o povo brasileiro são mais inteligentes do que os presidentes" e que, se os líderes não conseguem se entender, os povos "vão cuidar das coisas harmônicas".
No entanto, o presidente petista reiterou que tem enfrentado dificuldades no diálogo com o governo de Donald Trump. Quando questionado se já seria o momento de uma conversa com Trump, Lula foi direto: "Não, não passou da hora, porque ele não quer conversar". Ele afirmou que a falta de interlocução é um problema, mencionando a ausência de diálogo com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro Fernando Haddad e o chanceler Mauro Vieira.
Lula critica taxação e elogia a China
Lula criticou a política de taxação dos EUA, argumentando que ela prejudicará o próprio povo americano, que terá de pagar mais caro pelos produtos. Ele defendeu que o Brasil compre de países que queiram negociar e afirmou que a taxação tem um teor político, citando uma declaração do vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, que teria admitido que a medida contra o Brasil não era comercial, mas política.
O presidente também ressaltou a importância da China como "parceiro muito importante" e elogiou a expertise do país em tecnologia, especialmente em carros elétricos. Sobre a taxação de carros chineses, Lula reforçou que o Brasil irá aumentar impostos sobre "qualquer produto estrangeiro que esteja prejudicando o produto brasileiro", demonstrando uma postura de defesa da indústria nacional.
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