Política

Tarso: É possível administrar estradas com menos pedágios

Governador viajou para Brasília para oficializar parceria entre Estado e União

Tarso afirma que é possível administrar estradas com menos pedágios
Tarso afirma que é possível administrar estradas com menos pedágios Foto : Vinícius Roratto / CP Memória
Pouco antes de embarcar para Brasília, onde oficializará uma parceria entre o Estado e a União, o governador Tarso Genro disse, nesta quinta-feira, à Rádio Guaíba que é possível baixar o custo das estradas, melhorar a qualidade e extinguir pedágios. “A proposta que a Univias fez prova isso.” Segundo ele, as empresas mostram que podem melhorar o serviço e que isso só não ocorria em função das poucas exigências de contratos firmados pelo governo anterior.

“A empresa que está fazendo essa proposta não tem culpa dos níveis contratuais. Estamos contratando empresas de consultoria para nos apresentar propostas de editais, com o objetivo de baixar o preço, melhorar a qualidade e extinguir o pedágio de Farroupilha", explicou.

O acordo entre as duas esferas de poder permitirá o trabalho conjunto de fiscalização das estradas pedagiadas e a elaboração de um novo modelo de concessão a ser adotado a partir de 2013. Durante a reunião entre Tarso Genro e o Ministério dos Transportes, serão assinados três documentos. Inicialmente, será firmado o quarto termo aditivo, que estabelece a prorrogação do prazo de vigência do convênio de delegação, que se encerraria neste ano, para julho de 2013, data prevista para o término dos atuais contratos de concessão de rodovias. A União estende o período previsto para que o Estado seja o responsável pelas rodovias concedidas, inclusive, as estradas federais.

Mais crédito

O governador também falou sobre um possível aumento de crédito de financiamento com o BNDES e o Banco Mundial. De acordo com ele, o crescimento da economia abriu um “espaço fiscal”. “O Rio Grande do Sul está saindo do sufoco financeiro e reorganizando as finanças do Estado, sem sacrifícios.”

Tarso ressaltou que o Estado está em uma fase de reorganização fiscal para que se possa abrir, em janeiro, um teto de R$ 1 bilhão em financiamento, possivelmente, com o Banco Mundial. Esses recursos devem agregar novos investimentos, especialmente, na infraestrutura. "Será um aumento de possibilidade de endividamento do Estado."

Estado não vai ceder à exigência dos delegados

Ao comentar o possível crescimento econômico do Rio Grande do Sul, o governador foi questionado sobre o pedido dos delegados para uma equiparação de salários com os procuradores públicos. Tarso foi categórico ao dizer que não é possível atender à exigência da categoria. “Eu não entro no mérito. O ideal seria isso (a equiparação), mas, atualmente, o Estado não tem condições e os delegados têm que entender. Se propuséssemos a equiparação, seria uma aventura."


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