No fim da tarde desta sexta, Tarso declarou que não há constrangimento para o Estado no reajuste aos técnicos da Fazenda, já que as classes que têm abertura no diálogo e antecipação nas negociações são mais facilmente atendidas. O governador também não criticou as demais entidades que reivindicam melhores salários, por considerar um pleito justo perante tantas mobilizações.
Nessa quinta-feira, o Cpers realizou assembleia na Praça da Matriz e decidiu pela continuidade da greve. Rejane Oliveira reclamou da postura do governo, acusando tanto Tarso quanto o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, se negavam a discutir proposta. “Até agora o governo sequer disse se vai responder, o mesmo governo que passou a semana dizendo que queria diálogo”, protestou.
O secretário estadual de Educação, José Clovis de Azevedo, respondeu: “Reunião séria não pode ser de improviso. Até agora, temos recebido exigências. Isso não é negociar”. Aprovada há uma semana, a greve teve adesão apenas parcial e gerou diversos protestos de estudantes.