Após o ocorrido, Fortunati pediu reforço na segurança policial em dias de manifestações. Segundo o governador, o local se tornou alvo de depredações e a reivindicação do prefeito é legítima. "Esse pedido do Fortunati vai ser atendido, ele tem razão, tem que ter ali uma proteção especial, porque aquele local se transformou em alvo, né?", sustentou Tarso.
Por meio de nota oficial, o secretário da Segurança Pública do Estado, Airton Michels, assegurou que a BM vai garantir proteção ao prédio onde o prefeito de Porto Alegre mora. "Mas eu lembro que a proteção que nós estamos dando à prefeitura é de altíssimo nível, do mesmo nível que damos ao Palácio Piratini. Então agora vamos corrigir essa segurança da casa do prefeito que é uma obrigação nossa", concluiu o governador.
Na ocasião, Fortunati disse que a BM não impediu a depredação no local e a segurança de pessoas foi colocada em risco. “A Brigada Militar estava muito próxima e assistiu passivamente o protesto. Colocou a vida dos meus vizinhos em risco”, afirmou. Fortunati não estava no imóvel quando ocorreu o vandalismo próximo à Praça da Matriz. “Não é a primeira vez. Isso acontece de forma repetida”, destacou.
Inquérito sobre ativistas do Bloco de Luta
Na mesma entrevista, Tarso disse que ainda não analisou atentamente os inquéritos que geraram busca e apreensão na casa de lideranças do Bloco de Luta pelo Transporte Público (dois militantes do PSTU e PSol). Segundo o governador, que há 14 dias prometeu analisar pessoalmente os documentos em até 15 dias, o material ainda está sendo avaliado pelos seus assessores e pela Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Segundo Tarso, o Ministério Público (MP) também será consultado sobre os inquéritos que, conforme os investigados, têm motivação política. “Estão sendo avaliados, eu já recebi algumas informações, para verificar se há alguma lesão política ali ou não. Se tiver alguma lesão política, isto vai ser corrigido. Inquérito policial é para crime comum, neste caso para buscar depredadores e pessoas que cometem atentados contra outras pessoas. Nada tem a ver com partidos políticos que têm o seu programa, o seu direito de se mobilizar, de usar a linguagem que quiserem, nós estamos em uma democracia... Já olhei alguma coisa, mas não ainda completamente. Eu ainda demoro um tempo, nós temos inclusive que trocar opiniões com o próprio Ministério Público sobre este assunto”, afirmou o governador.
Ainda assim, o titular da SSP Airton Michels, já garantiu na última semana que as investigações têm somente caráter criminal. Segundo Michels, que diz ter revisado pessoalmente os inquéritos, não houve qualquer motivação política nas investigações.
No dia 1º de outubro, duas sedes de organizações anarquistas e as casas de Matheus Gomes (PSTU) e Lucas Maróstica (PSol) foram alvo de busca e apreensão por parte da Polícia Civil. As organizações e os dois militantes estão à frente das mobilizações de rua dos últimos meses e integram o Bloco de Luta pelo Transporte Público.