De acordo com o governador, o relatório pode resultar em uma ação do Executivo para evitar que episódios como o ocorrido não se repitam. “A Ouvidoria é uma estrutura de Estado e presta contas ao governador. Vou examinar o relatório e vamos verificar. A finalidade dele não é apenas ir para os inquéritos que estão em andamento, na Brigada Militar e Polícia Civil, mas para que o governo retire dali modificações de conduta para que coisas como esta não aconteçam mais”, disse Tarso.
Na ocasião, manifestantes protestavam contra a cedência de espaços públicos a multinacionais. Alguns atacaram o boneco símbolo da Copa do Mundo, murchando o tatu inflável de sete metros de altura instalado no local. A Brigada Militar revidou com gás de efeito moral, balas de borracha, gás lacrimogênio, além de cassetetes. Diversas pessoas ficaram feridas. O Ato em Defesa da Alegria (ADA) foi organizado via internet por um grupo que tinha a intenção de protestar contra o cercamento do Auditório Araújo Vianna, no Parque da Redenção, e contra as parcerias público-privadas (PPPs) firmadas pela Prefeitura de Porto Alegre, incluindo a que permitiu instalar chafarizes no Largo Glênio Peres.
O Comando do 9º Batalhão de Polícia Militar (9ºBPM), que é responsável pelo Inquérito Policial Militar (IPM) interno, não quis se manifestar sobre o relatório da Ouvidoria, nem sobre a declaração do governador. O IPM envolve cerca de 100 militares e também manifestantes. O órgão ouviu 29 depoimentos e recebeu e-mails com dezenas de denúncias de violência policial, porém, não tomou o testemunho dos PMs. O Comando do 9º BPM disse que, mesmo que fossem convocados, os policiais não deporiam, pois há o IPM, que é um mecanismo interno de apuração da Brigada Militar.
Com informações do repórter Jimmy Azevedo