“Estamos muito orgulhosos do fato que a população do Rio Grande do Sul quer nos dar a oportunidade de ir para o segundo turno. Estamos muito felizes e agradecidos por isso”, disse Tarso Genro em seu discurso.
Em seguida, Tarso Genro iniciou sua entrevista coletiva quando falou sobre os planos para o segundo turno. O petista disse que irá buscar apoio de todos os partidos, mas citou o PDT como o que acredita ser o mais próximo do PT ide forma ideológica.
“Independente do partido, vou propor para eles uma frente pelo Rio Grande. Vou pedir que a minha direção partidária procure o PDT, que fez parte do nosso governo com três secretarias. É um partido que temos como do nosso lado, independente das diferenças que tenha internamente. Temos até uma obrigação de procurar o PDT em razão do trabalho que realizou no nosso governo”, afirmou o governador, que, no entanto, admitiu que um acordo com o PDT se tornará difícil caso Lasier Martins exerça o papel de líder do partido.
“Se o PDT tem uma ideia de transformar o Lasier Martins como líder do partido, vai ficar muito difícil uma aliança conosco. Mas acho que as lideranças do PDT não vão permitir”, completou.
Tarso falou ainda sobre as reclamações de Ana Amélia Lemos sobre os ataques que recebeu do PT no primeiro turno. O governador criticou a progressista e disse que ela perdeu votos por não conseguir explicar as questões levantadas sobre seu passado.
“Eu não briguei com a Ana Amélia. Ela que brigou com os fatos durante todo esse debate. Eu fiz um debate político sobre projeto para o Estado. O fato de sabermos o que ocorreu no passado, acontece com todos os candidatos. Eu tenho minha história e sou do PT, que vem sendo espancado pela grande mídia há 10 anos. Na política, a gente tem que responder e explicar as acusações que são feitas. E ela não fez isso. Está situação política que levou a Ana Amélia a não concorrer no segundo turno está relacionada ao seu passado e a sua falta de costume de fazer política”, declarou Tarso, que ainda alfinetou Sartori.
“A Ana Amélia não explicou é se ela trabalhou ou não. Não achei um erro levantar isso na campanha. Sofri também ataques e a política é assim. Você tem que responder e não se fazer de vitima. Enquanto ela ficou nessa postura, o Sartori, que não debatia com ninguém e não apresentava nenhuma proposta, cresceu”, concluiu.