Na prática, eles começarão a intermediar a relação entre os demais secretários e o governador, serão responsáveis pelo andamento das questões estruturais e passarão a formar de maneira oficial o que costuma ser chamado de "núcleo duro" do governo.
O grupo é integrado pelo chefe de gabinete de Tarso, Vinícius Wu, por Tadeu Rigo, que faz parte do gabinete, pelo chefe do Assessoramento Superior, João Victor Domingues, e pelos secretários João Motta (Planejamento) e Carlos Pestana (Casa Civil), a quem cabe sua coordenação.
Os cinco foram informados da decisão de Tarso na sexta-feira, com a orientação de manter sigilo até ontem. No decorrer do dia, ainda havia dúvidas sobre se a divulgação deveria ocorrer ou se seria melhor aguardar pelo envio do pacote de projetos do Executivo à Assembleia. Ao final do dia, ficou decidida a sua publicidade.
Segundo a diretriz, as secretarias foram divididas em cinco grupos. Cada grupo fica vinculado, para encaminhar questões, a um dos secretários do G-5. A única que não será enquadrada na nova sistemática será a titular da Secretaria-Geral de Governo (SGG), Miriam Marroni.
Entre petistas próximos a Tarso, a exceção é considerada uma forma de minimizar danos, tentando diminuir o desgaste da secretária, já que o G-5 passará a desempenhar parte das funções que, em tese, cabem à SGG. O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social continua tendo canal direto com o governador.
Entre aliados, a decisão já começou a ser questionada. Há algum tempo, secretários de partidos que integram a base de apoio a Tarso se queixam da grande "exposição" de Wu e Domingues. O argumento do núcleo de governo é que os colegas também reclamavam da tramitação de suas demandas, o que a decisão pretenderia "agilizar".