Tarso explicou que a autarquia está passando por um processo de reorganização desde que assumiu o governo, mas que atravessou um período difícil nesses dois primeiros anos de gestão. "Temos 40 obras em andamento, 36 ou 35 em revisão contratual, das quais oito ou dez vamos retomar com permissão do Ministério Público, por meio de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), e os demais contratos não têm condições de serem aproveitados", explicou. Para exemplificar, o governador ressaltou que há contratos onde as pedreiras que seriam fornecedoras não existem mais, enquanto outros não têm licença ambiental, ou, ainda, estão sem projetos.
O governador informou ainda aos prefeitos e autoridades da comunidade que não falta verba para a execução de obras viárias na região. Conforme ele, o Rio Grande do Sul já captou os recursos necessários para a viabilização dos trabalhos e há os recursos orçamentários necessários para implementar os planos no setor viário do Estado. "Todos os problemas que enfrentamos são questões de vícios contratuais, questões técnicas de contratos anteriores", esclareceu.
Aos 50 anos, Carlos Eduardo de Campos Vieira ocupará o lugar de José Francisco Thormann, exonerado por Tarso no final de novembro. Ele foi denunciado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Rio Grande do Sul (CREA/RS) por não possuir requisito legal para ocupar o cargo, já que a legislação exige título de nível superior na área de engenharia. A exoneração ocorreu poucos dias após o afastamento do secretário estadual de Infraestrutura e Logística (Seinfra), Beto Albuquerque (PSB), que, entre questões políticas e pessoais, alegou como o principal motivo da saída a má relação com o ex-diretor-geral do Daer. O presidente do PSB do Rio Grande do Sul, Caleb de Oliveira, assumiu a pasta.