Segundo o governador, a meta do Conselho de Comunicação era incluir a sociedade civil no debate e gerir as políticas públicas sobre o tema, garantindo que o texto não dá margem a qualquer possibilidade de censura aos veículos de comunicação e jornalistas. Tarso afirmou ainda que não só esse, mas nenhum projeto polêmico vai ser enviado em 2014 à Assembleia, pela proximidade com as eleições.
"Esse é um projeto que a sociedade civil exige, que representa uma vanguarda no País, sem nada a ver com liberdade de imprensa, intervenção nas redações. Isso é um mito. Mas um organismo para discutir as questões democráticas da comunicação. Mas nós não vamos mandar porque temos que ter maioria, que é uma questão de responsabilidade. E nós aprovamos todos os projetos essenciais do governo. E vamos continuar respeitando a Assembleia e eventualmente mandando algum projeto que não cause tensão em ano eleitoral", afirmou o chefe do Executivo.
Ao saber da declaração do governador, o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul lamentou a desistência e criticou os parlamentares por não apoiarem a causa. Segundo Milton Simas, o Conselho Estadual de Comunicação tinha também como objetivos democratizar a distribuição das verbas publicitárias do governo e dar mais transparência ao setor.