Política

Tarso diz que aguarda posição do PSB gaúcho

Para o governador, saída da sigla da base de Dilma Rousseff repercute na aliança local

O governador Tarso Genro (PT), que passou a terça-feira em agendas da caravana de Interiorização do Piratini, comentou, à tarde, a possível entrega dos cargos do PSB ao governo federal, que deve ocorrer nesta quarta. Apesar de dizer que desconhecia a informação, o governador afirmou que a atitude traria consequências à aliança da sigla com o PT no Estado. “Se o PSB nacional entregar os cargos, daí nós vamos verificar qual será o procedimento do PSB local, pois a nossa aliança aqui está consagrada pela presença do vice-governador, Beto Grill.”

Tarso disse ainda que encara com naturalidade a possibilidade de o partido deixar a base aliada do governo estadual. Atualmente, o PSB comanda apenas uma secretaria, no entanto a maior, a Infraestrutura. “Pode ocorrer que, em um determinado momento, o PSB tome outra posição no sistema de alianças do RS e é natural que haja esse divórcio.”

Grill, que também acompanha a Interiorização pela região Sul do Estado, classificou como “oportuna e indispensável” a discussão travada pelo PSB nacional, comandado por Eduardo Campos, governador de Pernambuco e provável oponente da presidente Dilma Rousseff (PT) na disputa ao Planalto em 2014. Para ele, é necessário que a sigla se reúna para definir posição uniforme sobre como se conduzir: “Partido político é uma estrutura de busca ao poder, e nós entendemos que temos trajetória e está chegando o momento de nós nos tornarmos também protagonistas. Eu entendo que essa discussão deve ser feita, pois existe um impasse”.

Ele admite que a posição da sigla é priorizar a decisão nacional e que, uma vez que ela ocorra, o PSB gaúcho terá de aprofundar as discussões sobre a possibilidade de deixar o governo Tarso Genro. De acordo com ele, essa eventual retirada ocorreria "sem açodamento".


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