Tarso vê vantagem no tempo equilibrado de propaganda política para o segundo turno. “O Rio Grande do Sul estava com seis, sete candidatos em fila batendo contra o governo”, lembrou. “Agora não. Agora são dez minutos para cada lado. São dois candidatos que vão debater sua trajetória política e o que podem fazer melhor pelo Estado. Em relação ao primeiro turno, tenho uma vantagem extraordinária, por isso acho que essa diferença vai ser tirada”.
O candidato petista também comentou o crescimento de José Ivo Sartori na reta final da campanha. Para ele, não significa uma onda anti-PT, visto o índice de aprovação do governo. “Ele se transformou uma atração dos indecisos e ampliou uma base do PMDB. Isso que nós vamos testar no segundo turno”, projetou.
Uma das primeiras mobilizações de Tarso para o segundo turno será um encontro com prefeitos da base do governo, previsto para esta terça-feira. “Temos um trabalho muito profundo com os prefeitos. E eu como governador do Estado, como candidato, tenho direito de procurar prefeitos para estabelecer uma relação de solidariedade política para a continuação deste projeto.”
Ao contrário do primeiro turno, em que se licenciou do cargo para focar na campanha, Tarso adiantou que não deve se afastar do governo, o que faria com que Beto Grill (PSB), que apoia Sartori, assumisse. “Não pedirei que ele assuma, sendo que isso possa causar um constrangimento”, afirmou. “Vou permanecer no cargo.”