Conforme o governador, a situação dos cofres do Estado “não está fora de controle”, porém, Tarso evita falar em déficit zero. Prefere o termo “déficit com responsabilidade”. “O Estado está nessa situação há mais de 30 anos, com um acúmulo de dívida. Naquele momento os juros eram muito elevados. O que está sob controle? Um déficit com responsabilidade. Portanto, a situação não está fora do controle”, sintetizou.
A estratégia adotada, segundo Tarso, foi reduzir gastos, aumentar a arrecadação, mas sem deixar de realizar investimentos, utilizando recursos da União, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). “Essa estratégia nova era a única viável para o Estado retomar o crescimento e desenvolvimento. A outra era apenas lidar com as contas”, resumiu. “A única forma seria sair da crise crescendo e investindo”, justificou.
Piso do magistério e início do ano letivo
Ainda sobre finanças, o pagamento do piso nacional do magistério entrou em pauta na entrevista. Tarso voltou a falar sobre a remuneração dos professores no Rio Grande do Sul e a relação com o sindicato da categoria (Cpers). “Aqui no Estado ninguém recebe uma remuneração menor que o piso do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Nós estamos adiantando um determinado valor e nós pretendemos chegar a 2014 com o piso refletido com Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Enquanto isso não for possível, nós pagaremos o piso pelo Fundeb”.
Tarso se defendeu das alegações do Cpers envolvendo o pagamento do piso. “Tem problema de debate político sobre isso. Nós colocamos por escrito, inclusive, para o próprio Cpers, e dissemos continuamente na campanha que iríamos pagar o piso progressivamente. Nós vamos chegar ao piso do INPC dentro do nosso governo”, ponderou, com cautela.
A respeito do início do ano letivo, Tarso reconheceu que existe falta de docentes e, por isso, ressaltou a realização de um novo concurso público para suprir cerca de 10 mil vagas na área. “Se estamos abrindo novo concurso, é porque há carência de professores, sim”, admitiu. “Nós já melhoramos com o concurso anterior, mas não foi suficiente. A prova foi bastante exigente e agora estamos abrindo outro processo seletivo. Mas a situação já estará melhor”, disse. A previsão é de que o concurso seja realizado em maio. Os vencimentos variam de R$ 488,52 a R$ 1.465,56, mais benefícios.