Política

Tarso garante gabinete exclusivo para prefeitos no primeiro escalão de governo

Governador eleito recebeu as principais reivindicações dos chefes de executivo municipal, na Assembleia Legislativa

Tarso garante gabinete exclusivo para prefeitos no primeiro escalão de governo
Tarso garante gabinete exclusivo para prefeitos no primeiro escalão de governo Foto : Caco Argemi / Divulgação
O governador eleito do Rio Grande do Sul participou da 2ª Marcha Gaúcha Os Municípios pelo Rio Grande, realizado pela Famurs na Assembleia Legislativa. Durante o evento, Tarso Genro recebeu um lista reivindicações prioritárias de prefeitos gaúchos. Entre elas, a criação de um fundo para catástrofes naturais, a ampliação de recursos para o transporte escolar e a conclusão de obras em municípios ainda sem ligação asfáltica.

Tarso evitou estabelecer promessas. Contudo, ao discursar para o auditório Dante Barone lotado por lideranças municipais, ressaltou que os assuntos serão imediatamente tratados no futuro Gabinete dos Prefeitos, projeto previsto na campanha petista.

"Este órgão será criado e contará com estrutura física para receber exclusivamente os executivos municipais, que terão acesso, através de softwares, a todas as linhas públicas de financiamento disponíveis, sejam públicas ou de organizações internacionais e não-governamentais", afirmou. No evento, Tarso revelou que o gabinete vai integrar o primeiro escalão.

A Famurs considerou insuficiente os valores já previstos na Proposta Orçamentária 2011 do Estado para o transporte escolar e obras para municípios sem acesso asfáltico. Segundo a entidade, hoje, 122 cidades gaúchas seguem sem ligação rodoviária pavimentada. A exigência é de que ainda no governo Tarso, mais 13 Prefeituras passem a contar com asfalto.

O presidente da Famurs, o prefeito de Marau, Vilmar Zanchin, também cobrou de Tarso o cumprimento do mímino exigido por lei para investimentos na área da saúde. "Equanto os municípios, que tem a obrigação de aplicar 15% do orçamento no setor, investem em média 22%, o Estado, que deveria disponiblizar 12%, não faz o que é exigido pela legislação, mas sabemos da vontade do novo governador em avançar nesta questão", disse.


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