O chefe do Executivo confirmou que a Brigada Militar (BM) estava preparada e suspeitava que um assalto ocorreria na região. “Na verdade, para a população é natural que isso seja uma surpresa, mas para nós do governo não foi. Nós estávamos preparados na região com um conjunto de patrulhas muito bem armado, porque saberíamos que ocorreria um assalto. Não sabíamos aonde, mas sabíamos que haveria”, detalhou.
Tarso relatou ainda que a prioridade no início da operação era garantir a segurança dos reféns. Agora, o efetivo policial vai manter um cerco na região para capturar os criminosos. “A nossa preocupação imediatamente ao fato foi que nós desenvolvêssemos um controle da área e garantíssemos a segurança dos reféns. E agora, como a área está bem ocupada, estamos com equipamentos e policiais treinados para fazer a perseguição aos criminosos”.
Fuzil e pistolas de uso restrito foram apreendidos após o assalto, porém, há a suspeita de que o grupo permanece armado. De acordo com Tarso, os policiais também estão com equipamento adequado para enfrentar os criminosos. “No começo da minha gestão eu coloquei que queria policiais trabalhando dentro da lei, bem treinados e bem armados. Sempre que nós atuarmos em um evento qualquer, os policiais têm que estar com superioridade de força. Não é justo que os agentes da lei atuem contra criminosos altamente perigosos e tenham uma desvantagem”, ponderou. “A Brigada Militar tem armamento disponível. E se precisar terá mais”, afirmou.
O assalto
Na madrugada deste domingo, criminosos entraram em confronto com a Brigada Militar durante assalto à fábrica de joias Guindani. O grupo usou explosivos para detonar a empresa. Três bandidos morreram no conflito com os policiais, entre eles Elisandro Rodrigo Falcão, o homem mais procurado do Rio Grande do Sul. Ele foi baleado no rosto ao tentar ultrapassar uma barreira policial.
Cerca de 20 horas depois, a Brigada Militar confirmou ter resgatado as nove pessoas que foram feitas reféns pela quadrilha. Todas saíram ilesas. Agora, a polícia segue com barreiras montadas em estradas da região para capturar os assaltantes. As imagens do circuito interno da fábrica assaltada mostram um grupo de oito homens em ação. A identidade deles já é conhecida pelos policiais, mas não foi divulgada.