De acordo com Tarso, a escolha só ocorreu após intensa conversa com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. "Isso sempre é tomado numa relação do ministro com o presidente. Ele me disse que não teria condições nos próximo oito ou dez dias para tomar essa decisão com o Lula, então resolvi e avisei que tomaria a decisão por aqui", comentou o governador eleito, que também nomeou o coronel de Santan do Livramento, Sérgio de Abreu, como próximo comandante da Brigada Militar.
"O Gasparetto foi meu subordinado no ministério da Justiça e ele e Michels têm uma conduta bastante lisa, transparente e altamente qualificada", apontou Tarso. "Para decidir, tivemos uma conversa conjunta, só para destacar o grau de relacionamento e a serenidade com que tudo isso foi resolvido."
O governador eleito enfatizou a necessidade de integração entre as polícias Civil e Militar em seu discurso. "Sem a menor dúvida as polícias do RS têm uma trajetória altamente positiva, mas orientei o Airton (Michels) para fazermos um trabalho técnico de alto nível e obter uma convergência na atuação das forças Militar e Civil."
Quanto à possibilidade de sua escolha ter sido orientada por causa das investigações promovidas pela PF contra sua antecessora Yeda Crusius, Tarso negou qualquer influência. "O Gasparetto não orientou nenhuma investigação ontra a governadora. Os inquéritos foram conduzidos de uma maneira republicana e agora vamos ver quem tem responsabilidade. As ações que ocorreram sob seu controle na superintendência da PF não são nem favoráreis nem desfavoráveis", concluiu.