Política

Tarso Genro diz que optou por Michels na Segurança após reunião conjunta com Gasparetto

Governador eleito reconheceu que ambos os postulantes estavam "no mesmo nível"

Tarso Genro diz que optou por Michels na Segurança após reunião conjunta com Gasparetto
Tarso Genro diz que optou por Michels na Segurança após reunião conjunta com Gasparetto Foto : Caco Argemi/Divulgação
O governador eleito Tarso Genro anunciou, neste domingo, o diretor do Departamento Penitenciário Nacional Airton Michels  como novo secretário de Segurança Pública do Estado. Em coletiva, ele destacou que a decisão foi tomada após reunião conjunta com os dois principais postulantes ao cargo: além de Michels, o superintendente da Polícia Federal, Ildo Gasparetto. "Ambos estavam no mesmo nível, mas o Gasparetto está numa trajetória de carreira na PF que me liberou para escolher."

De acordo com Tarso, a escolha só ocorreu após intensa conversa com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. "Isso sempre é tomado numa relação do ministro com o presidente. Ele me disse que não teria condições nos próximo oito ou dez dias para tomar essa decisão com o Lula, então resolvi e avisei que tomaria a decisão por aqui", comentou o governador eleito, que também nomeou o coronel de Santan do Livramento, Sérgio de Abreu, como próximo comandante da Brigada Militar.

"O Gasparetto foi meu subordinado no ministério da Justiça e ele e Michels têm uma conduta bastante lisa, transparente e altamente qualificada", apontou Tarso. "Para decidir, tivemos uma conversa conjunta, só para destacar o grau de relacionamento e a serenidade com que tudo isso foi resolvido."

O governador eleito enfatizou a necessidade de integração entre as polícias Civil e Militar em seu discurso. "Sem a menor dúvida as polícias do RS têm uma trajetória altamente positiva, mas orientei o Airton (Michels) para fazermos um trabalho técnico de alto nível e obter uma convergência na atuação das forças Militar e Civil."

Quanto à possibilidade de sua escolha ter sido orientada por causa das investigações promovidas pela PF contra sua antecessora Yeda Crusius, Tarso negou qualquer influência. "O Gasparetto não orientou nenhuma investigação ontra a governadora. Os inquéritos foram conduzidos de uma maneira republicana e agora vamos ver quem tem responsabilidade. As ações que ocorreram sob seu controle na superintendência da PF não são nem favoráreis nem desfavoráveis", concluiu.

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