Política

Tarso Genro irá manter os 155 cargos em comissão no RS

Governador disse que vai recorrer da decisão do Tribunal de Justiça

Os 155 cargos em comissão (CCs) considerados ilegais pelo Tribunal de Justiça devem ser mantidos até que a medida de efeito suspensivo esteja publicada, segundo o governador Tarso Genro, que convocou coletiva para falar sobre o assunto, nesta terça-feira. Ele disse que o governo vai recorrer da decisão e negou que haja crise entre os poderes. Tarso afirmou ainda que vai avaliar o caso e, se tiver necessidade, encaminhará novos projetos para a Assembleia Legislativa, com objetivo de criar novos cargos.

Motivados por uma ação do PMDB e de forma unânime, os 25 desembargadores do Órgão Especial do (TJ) consideraram ontem inconstitucionais os CCs criados pelo governo no primeiro semestre. A medida peemedebista foi julgada procedente em parte, considerando que os desembargadores decidiram manter cerca de outros 76 CCs que também foram questionados, além de outras funções gratificadas.

O relator do processo, desembargador Arminio José Abreu Lima da Rosa, justificou a ilegalidade ao citar que os cargos afrontam a lei por não se caracterizarem como funções de direção, chefia ou assessoramento. Os seis projetos de lei que criaram as funções ainda não descrevem as atribuições dos contratados. "A regra é o provimento dos cargos mediante concurso público", ressaltou o desembargador, reforçando que as exceções devem ocorrer somente no exercício de postos de direção, chefia ou assessoramento.

A ação movida pelo PMDB desfalca os quadros da AGDI, Fundergs, Faders, Fundação Piratini, FDRH, Corsan e IPE, além de outras estruturas do Executivo. Os 28 cargos de agente do Orçamento Participativo (OP), instituídos por meio de emenda ao projeto que tratava do IPE, estão entre os inconstitucionais.


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