Política

Tarso não descarta firmar parcerias para administrar pedágios

Governador do Estado afirmou, no entanto, que vai preservar o interesse público

Chefe do Executivo falou ao vivo no programa Guaíba Cidades
Chefe do Executivo falou ao vivo no programa Guaíba Cidades Foto : André Ávila
A manutenção das estradas gaúchas e a reformulação dos modelos de pedágios nas rodovias estaduais foram os pontos mais polêmicos abordados pelo governador do Estado Tarso Genro, em entrevista exclusiva concedida nesta quinta-feira à Rádio Guaíba. Apesar de o governo ter criado a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) para administrar as praças, Tarso garantiu que não tem preconceito quanto à colaboração público-privada: “Só queremos que seja preservado o interesse público e que (a concessão) não responda ao interesse de apenas duas ou três empresas ou de visões antigas sobre as funções do Estado”, enfatizou.

Questionado sobre promessa de campanha de “fim dos pedágios”, Tarso afirmou que não prometeu acabar com as praças, mas que assumiu três compromissos: baratear os pedágios; não prorrogar as concessões; e respeitar os contratos em vigência.

A partir de abril, a EGR vai administrar pelo menos três praças no Rio Grande do Sul: os polos Metropolitanos em Caxias do Sul, Lajeado e Viamão. Segundo o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), os pedágios de Campo Bom, Coxilha e Portão também devem passar para a EGR.

Situação das rodovias em obras

As más condições de trafegabilidade na ERS 118 e as complicações no trânsito em razão das obras de duplicação são constantes alvos de reclamação da população. Tarso se defendeu, dizendo que foi investido na rodovia – nos dois primeiros anos do seu governo – o dobro do que no governo anterior. “Uma obra quando está sendo feita realmente incomoda, atrapalha, a comunidade tem o direito de reclamar, mas é preciso paciência”, advertiu.

Tarso confirmou que não há evolução quanto à construção da ERS 010. O governo questionou a Odebrecht quanto ao modelo de construção, que levaria de seis a 10 anos. "Estamos formatando essa proposta. O Estado não pode resolver essa questão contra o interesse público e dos usuários. É uma situação que vai ter reflexo por séculos”, argumentou.

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