Política

Tarso nega envolvimento com indicação do Instituto Ronaldinho à Prefeitura

Governador disse que seleção da instituição obedeceu a parâmetros técnicos

O governador Tarso Genro negou, na tarde desta terça-feira, qualquer envolvimento na indicação dos serviços do Instituto Ronaldinho à Prefeitura de Porto Alegre na época em que era ministro da Justiça. Essa relação seria uma das estratégias políticas da situação ao manter a aprovação a CPI na Câmara Municipal. Quando ministro, Tarso tinha responsabilidade sobre as verbas do Pró-Jovem, sistema que atendia o instituto.

O governador garantiu, no entanto, que a seleção da instituição foi técnica e que ele não está a par das apurações de irregularidades nos contratos do instituto com a Prefeitura. "A seleção é feita pelos técnicos do ministério da Justiça em todo o país, e a seleção do instituto obedeceu a esses parâmetros. Até desconheço o problema que há lá", afirmou Tarso.

A instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Instituto Ronaldinho Gaúcho foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Vereadores de Porto Alegre nesta terça-feira. O parecer do relator, vereador Elói Guimarães (PTB), foi acatado por seis votos a um.

Conforme relatório do vereador Guimarães, "não restam dúvidas de que o presente pedido reúne as condições jurídico-formais a autorizar a abertura de CPI, pois atende aos pressupostos de um terço dos membros da Câmara (12 vereadores), existência de fato determinado e de tempo certo", explicou. Encerrada a votação, o presidente da CCJ, vereador Luiz Braz (PSDB), determinou que o processo fosse imediatamente encaminhado à presidência da Casa.


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