Política

Tarso oferece apoio aos comerciantes e à Prefeitura da Capital

Governador gravou mensagem de solidariedade em razão de incêndio no Mercado Público

Governador gravou mensagem de solidariedade em razão de incêndio no Mercado Público
Governador gravou mensagem de solidariedade em razão de incêndio no Mercado Público Foto : Vinícius Roratto
O governador do Estado Tarso Genro, que está em Lisboa para participar do seminário Cenários para o Futuro da Ibero-América, gravou neste domingo mensagem de apoio e solidariedade em razão do incêndio no Mercado Público de Porto Alegre.

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Tarso colocou-se à disposição da Prefeitura da Capital para a obtenção de recursos para pronta recuperação do prédio. O governador falou ainda aos comerciantes, destacando que todos os mecanismos financeiros do Estado serão disponibilizados aos mesmos.

“Quero transmitir aos porto-alegrenses, aos gaúchos, e ao prefeito José Fortunati toda a nossa solidariedade neste momento de dor pela perda de parte do nosso Mercado Público, que é patrimônio do nosso estado e país”, declarou Tarso. 

Tarso afirmou que a restauração do prédio histórico está garantida com auxílio do governo gaúcho. “Eu estou inteiramente à disposição do prefeito Fortunati, para que nós possamos o mais rápido possível, obter recursos para a reforma do Mercado Público”, disse.



O Mercado Público

Inaugurado em outubro de 1869, o Mercado Público de Porto Alegre foi criado para abrigar o comércio de abastecimento da cidade. O local foi tombado como bem cultural em 1979 e passou por um processo de restauração entre os anos de 1990 e 1997, o que garantiu ao lugar um espaço maior aos estabelecimentos comerciais, mas sempre manteve a concepção arquitetônica original.

O incêndio desse sábado não foi o primeiro enfrentado pelo Mercado Público. Em 1912, um sinistro destruiu os chalés internos. Em 1941, uma enchente atingiu o Mercado e, 38 anos mais tarde, mais dois sinistros destruíram as dependências do estabelecimento que é um dos principais cartões postais de Porto Alegre. O local chegou a ser ameaçado de demolição durante a administração de Telmo Thompson Flores. Na época, era cogitada a construção de uma avenida.

Na década de 90, quando passou por reforma, o Mercado Público recuperou a percepção visual das arcadas. O trabalho resgatou as circulações internas, criou novos espaços de convivência e implantou redes de infraestrutura compatíveis com o funcionamento do Mercado. A nova cobertura possibilitou a integração entre o térreo e o segundo pavimento.

No segundo andar, onde antes existiam escritórios e repartições públicas, diversos estabelecimentos como restaurantes e lancherias passaram ocupar o espaço. Com nova infraestrutura, o cartão postal de Porto Alegre ganhou também um Memorial, além de duas escadas rolantes e dois elevadores. O custo da reforma ficou, na época, em R$ 9 milhões, sendo 88% do orçamento da Prefeitura e 12% do Fundo Municipal do Mercado Público e doações diversas.

Com informações da repórter Stephany Sander

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