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Tarso colocou-se à disposição da Prefeitura da Capital para a obtenção de recursos para pronta recuperação do prédio. O governador falou ainda aos comerciantes, destacando que todos os mecanismos financeiros do Estado serão disponibilizados aos mesmos.
“Quero transmitir aos porto-alegrenses, aos gaúchos, e ao prefeito José Fortunati toda a nossa solidariedade neste momento de dor pela perda de parte do nosso Mercado Público, que é patrimônio do nosso estado e país”, declarou Tarso.
Tarso afirmou que a restauração do prédio histórico está garantida com auxílio do governo gaúcho. “Eu estou inteiramente à disposição do prefeito Fortunati, para que nós possamos o mais rápido possível, obter recursos para a reforma do Mercado Público”, disse.
O Mercado Público
Inaugurado em outubro de 1869, o Mercado Público de Porto Alegre foi criado para abrigar o comércio de abastecimento da cidade. O local foi tombado como bem cultural em 1979 e passou por um processo de restauração entre os anos de 1990 e 1997, o que garantiu ao lugar um espaço maior aos estabelecimentos comerciais, mas sempre manteve a concepção arquitetônica original.
O incêndio desse sábado não foi o primeiro enfrentado pelo Mercado Público. Em 1912, um sinistro destruiu os chalés internos. Em 1941, uma enchente atingiu o Mercado e, 38 anos mais tarde, mais dois sinistros destruíram as dependências do estabelecimento que é um dos principais cartões postais de Porto Alegre. O local chegou a ser ameaçado de demolição durante a administração de Telmo Thompson Flores. Na época, era cogitada a construção de uma avenida.
Na década de 90, quando passou por reforma, o Mercado Público recuperou a percepção visual das arcadas. O trabalho resgatou as circulações internas, criou novos espaços de convivência e implantou redes de infraestrutura compatíveis com o funcionamento do Mercado. A nova cobertura possibilitou a integração entre o térreo e o segundo pavimento.
No segundo andar, onde antes existiam escritórios e repartições públicas, diversos estabelecimentos como restaurantes e lancherias passaram ocupar o espaço. Com nova infraestrutura, o cartão postal de Porto Alegre ganhou também um Memorial, além de duas escadas rolantes e dois elevadores. O custo da reforma ficou, na época, em R$ 9 milhões, sendo 88% do orçamento da Prefeitura e 12% do Fundo Municipal do Mercado Público e doações diversas.
Com informações da repórter Stephany Sander