Do total de decretos, 27 são do programa Fundopem-Integrar, sendo que 16 são novas concessões de isenções e 11 são extensões dos benefícios. Outros dois incentivos fiscais foram concedidos a empresas através do Pró-Inovação, um pelo Proed e três pelo Fundopem. Logo que tomou conhecimento do derradeiro ato da tucana, Tarso determinou que Tonollier fizesse um levantamento completo sobre o volume dos benefícios fiscais concedidos e a consequente renúncia fiscal que eles irão causar mensalmente. O impacto é desconhecido.
"Essa situação está em análise a pedido do governador. Ainda em janeiro vamos decidir o encaminhamento", afirmou o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, ressaltando que o Piratini poderá optar por cortar os benefícios ou mantê-los. Aliados de Tarso veem na iniciativa uma "jogada política" de Yeda. Eles dizem isso porque os incentivos fiscais só serão efetivamente concedidos após a assinatura do Termo de Ajuste entre o governo e os empresários, em caso de novas concessões, e o Termo Aditivo, quando se tratar de extensões dos benefícios. "A Yeda apenas assinou o decreto. Agora, a notícia ruim fica para o governo Tarso, que terá que dizer não aos empresários", reclamou um petista.