Tarso valorizou a relação com o governo federal para o desenvolvimento do Estado, destacou a importância de projetos para a Metade Sul e o permanente diálogo com a oposição na Assembleia. Ele deve realizar um encontro bimestral com a bancada governista e com os presidentes dos partidos da base. Já o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, deve fazer reuniões quinzenais com os aliados.
Durante o discurso, Tarso criticou os últimos governos do Estado e garantiu que a sua eleição é a prova que o povo gaúcho quer o Rio Grande do Sul alinhado ao crescimento do Brasil. "O corte de investimentos em diversas áreas, em especial saúde e educação, a ausência de políticas de indução ao desenvolvimento, a falta de diálogo social amplo e de transparência e a perda de protagonismo político nacional deixaram o Estado de certa forma isolado em relação ao Brasil. O povo gaúcho elegeu uma proposta baseada em um governo sintonizado com o novo momento nacional e também com os fluxos de investimento e mercados mundiais”.
O governador ratificou que vai encaminhar à Assembleia, em regime de urgência, na próxima quinta-feira, os 16 projetos considerados por ele fundamentais para o início da gestão. A relação abrange a reestruturação da Fundação de Esporte e Lazer (Fundergs), a revisão de cargos e salários do Instituto Riograndense do Arroz (Irga), o estabelecimento de novos critérios técnicos para a indicação ao cargo de conselheiro da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Agergs), a criação de legislação que atribua ao Estado a prerrogativa de abrir e manter as Casas da Cidadania - os antigos albergues subvencionados por deputados que acolhem pacientes vindos do interior -, e a reformulação do Fundopem e do Simples Gaúcho.
Sobre um dos temas mais polêmicos, o projeto que estabelece limites a pensões de ex-governadores que já contam com benefícios do setor público ou da iniciativa privada, Tarso Genro disse que a proposta do governo é de que a aposentadoria dos governadores represente apenas um complemento a outros rendimentos e que, por isso, haja um limite para a pensão.
Os 55 deputados estaduais eleitos e reeleitos no pleito de 2010 tomaram posse na tarde dessa segunda-feira. Os parlamentares irão atuar na legislatura até 2014. Na oportunidade, Adão Villaverde (PT) assumiu o comando da casa no lugar de Giovani Cherini (PDT).