Política

Tarso promete analisar inquéritos contra militantes políticos

Governador recebeu o presidente do PSol, Pedro Ruas

Tarso recebeu Pedro Ruas no Palácio Piratini para conversa sobre inquéritos contra militantes políticos
Tarso recebeu Pedro Ruas no Palácio Piratini para conversa sobre inquéritos contra militantes políticos Foto : Tarsila Pereira
Um dia após receber os dirigentes do PSTU, o governador Tarso Genro teve um encontro com líderes do PSol no final da manhã desta quinta-feira no Palácio Piratini. Na ocasião, o petista disse que irá analisar pessoalmente os inquéritos policiais que mencionam militantes de ambos os partidos e comprometeu-se em apurar os questionamentos de forma transparente e justa.

"Não é pelo fato de uma pessoa pertencer a um partido político que ela não possa cometer um delito comum, isso não isenta ninguém; e o fato da pessoa pertencer a um partido também não deve ser um instrumento para que se faça uma sindicância com finalidade política", destacou Tarso.

A apuração policial culminou no cumprimento de mandados de busca e apreensão na casa de ativistas do Bloco de Lutas Pelo Transporte Público que também são membros dos partidos, no início desta semana. Conforme Tarso, o objetivo do governo é verificar se os dois militantes citados no inquérito foram incluídos pela sua postura política ou por algum delito.

"Se foram mencionados devido a sua militância, o inquérito está completamente equivocado. Se não foi isso, se eles realmente cometeram algum delito e há prova, eles devem responder como qualquer cidadão comum. Nós repudiamos qualquer ação policial que tenha finalidade política, e também qualquer acusação sobre o nosso governo em relação a isso", sustentou.

O presidente do PSol, Pedro Ruas, reiterou ao governador a posição do partido em relação à ação policial. Ainda ontem e conforme a nota entregue ao Executivo, foi pedido o arquivamento imediato do inquérito policial, afirmando que os militantes não participaram de nenhuma depredação, mas que apenas organizam movimentos de ruas e protestaram por direitos.

Ontem, os líderes do PSol concederam uma entrevista coletiva onde pediram também a saída do secretário da Segurança Pública do Estado, Airton Michels. Tarso, porém, ressaltou que o inquérito policial é legítimo e a polícia não define indícios definitivos, mas sim suficientes para a investigação. "Este é um Estado democrático de direito. As ações que a polícia realizou em junho aconteceram dentro das normas legais. O inquérito foi realizado dentro da formalidade", disse.

Tarso reforçou também que não houve intervenção do governo para direcionar o inquérito, que acontece a partir de delito comum. "É inquérito contra pessoas, não relacionados com partidos políticos. Não houve, não haverá e não vamos tolerar qualquer tipo de intervenção política neste inquérito policial", afirmou o governador. Ele defendeu ainda a necessidade de diferenciar as ações típicas de militância das de depredação.

A corporação cumpriu mandados de busca e apreensão nessa terça-feira, sob a alegação de formação de quadrilha nos protestos dos últimos meses. Em função da polêmica gerada, o chefe da Polícia Civil gaúcha, delegado Ranolfo Vieira Júnior, garantiu em entrevista à Rádio Guaíba nessa quarta-feira que a ação não teve caráter político. “A Polícia Civil é de estado, não de governo, ou de agremiações partidárias”, destacou.

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